O Brasil é o segundo país que mais registrou infecções pelo novo vírus Conficker, também denominado Downadup, segundo relatório publicado pela empresa de segurança em internet F-Secure na terça-feira (13). O vírus, que infectou 2,5 milhões de computadores em todo o mundo, usa ataques múltiplos e novas engenharias para infecção, a partir do descuido de usuários.
“O número é conservador. Certamente, a quantidade de computadores afetados é bem maior”, afirma o relatório da empresa. Novo vírus atingiu 2,5 milhões de computadores no mundo, diz empresa
O documento aponta 34.814 IPs brasileiros infectados. Coube à China o primeiro lugar, com a observação de que o número de endereços chineses foi contabilizado apenas a partir de empresas.
Segundo o site The Register, o vírus usa algoritmos complexos para desenvolver uma lista diária de domínios específicos, a fim de entrar com contato com eles e contaminar máquinas.
Os piratas virtuais precisam de apenas um registro de uso ou domínio para tentar infectar o computador ou a rede com o Conficker. De acordo com a F-Secure, a tática foi feita a partir de ataques frustrados por empresas de segurança.
O vírus pode ter centenas de nomes diferentes, afirma o relatório.
O último período em que houve grande quantidade de computadores infectados foi durante setembro de 2007, época na qual o vírus Storm infectou de 500 mil a 1 milhão de máquinas.
“Poderíamos manipular as máquinas infectadas. Mas é claro que não conseguimos. De fato, não vamos fazer nada a respeito ainda -nem desinfectá-los- porque isso seria considerado como invasão aos PCs. É ilegal em muitas jurisdições. Olhar e não tocar é nossa regra de ouro”, diz o comunicado.
Alguns dos sintomas relacionados ao Conficker são falhas em programas e pastas bloqueadas (ou criadas) sem o comando dado pelo usuário.
A F-Secure disponibilizou uma ferramenta de desinfecção no seu site.

da Folha On Line