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    Ex-comandante é preso por fraudes licitatórias

    O coronel Antonio Jorge Ribeiro Santana, ex-comandante da Polícia Militar, foi preso em flagrante ontem em uma agência bancária. Segundo a polícia, ele recebia propina por licitações fraudulentas datadas de 2007. Outros três oficiais, um procurador e sete civis, entre eles o proprietário da empresa paulista Júlio Simões, identificado como Júlio Palaio Sica também foram detidos.

    A Operação batizada de “Nêmesis” foi deflagrada há cinco meses, a partir de uma denúncia de irregularidade em licitações de viaturas, encaminhada ao Secretário da Segurança Pública. No início da manhã, o oficial Santana foi flagrado quando recebia em uma agência bancária da cidade, a quantia de R$26 mil como parte do pagamento pelo favorecimento.

    As investigações foram realizadas pela Superintendência de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública, com apoio do Centro de Operações Especiais. O ex-comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Sérgio Alberto Silva Barbosa, e , o coronel Jorge Silva Ramos, diretor de Apoio Logístico da PM; o tenente Antonio Durval Senna Júnior e o procurador André Thadeu Franco Bahia também estão sendo acusados de envolvimento nas fraudes em processos licitatórios, como adiantou o secretário César Nunes, no final da tarde, quando reuniu a imprensa para esclarecer as prisões.

    Durante as investigações ficou apurado que o esquema teria sido intermediado por Gracílio Junqueira Santos, que servia como mediador nas negociações entre o comando da PM e a empresa Júlio Simões. Também estão detidos Aidano da Silva Portugal, Aline Cerqueira de Castro, André Tadeu Franco, Jocélia Fernandes Oliveira, Sidney Couto de Jesus e William Laviola. “Os oficiais serão ouvidos e entregues ao comando da Polícia Militar.

    Os civis ficarão detidos na Secretaria de Segurança”, adiantou Nunes, que não informou o montante total dos prejuízos com as fraudes em licitações. Somente no processo licitatório das 191 viaturas, o contrato inicial era de R$25.819.977, sendo aditivado em R$6.454.994,25. Licitações para aquisição de fardas, boinas e armas também seguiram o mesmo processo.

    Os veículos apreendidos no inquérito tiveram agora autorização para continuarem sendo utilizados, com a finalidade de não desfalcar o serviço da PM. A partir de agora a Procuradoria Geral do Estado (PGE) decidirá a devolução dos veículos ou elaboração de nova licitação. O secretário da Segurança informou ainda não saber se a empresa paulista tinha acesso a outras secretarias.

    A confirmação documental de fraudes nas licitações das viaturas e no processo licitatório em outros procedimentos poderá levar o grupo a ser enquadrado por formação de quadrilha, ganhos ilícitos e corrupção. Nunes explicou que “as licitações sempre geravam vantagens para o grupo”.
    TribunadaBahia

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