Opinião: Ética e efetividade nas relações ambientais, sociais e de consumo
Tratar de um conceito como a ética nos dias atuais transcende as expectativas do desafio, alçando o voo das reflexões básicas que devem permear a vida sobre a terra, notadamente da vida humana.
Preocupado com a sobrevivência e o desenvolvimento das regiões, dos países, o ser humano passou a lutar incansavelmente por tudo que julga adequado, apropriado, necessário e, muitas das vezes, compatível com a realidade que o cerca, apenas a si próprio.
Com a proposta de uma reflexão mais atenta para os elementos básicos necessários à vida, como a própria Terra, faremos uma digressão breve sobre os temas integrados que norteiam o meio ambiente e o consumo, inseridos num contexto social contemporâneo.
A educação e o meio ambiente
A educação é a base, o alicerce, a mola propulsora dos comportamentos, atitudes e, consequentemente das relações humanas inseridas na sociedade. Em razão disso, a situação atual de nosso Planeta, portanto, a vida na Terra em nossos dias, é retrato de mais de uma época do que fizeram muitas gerações passadas, continuamente.
Com isso, quer-se acreditar que não é por acaso – certamente não é – o aquecimento da Terra, a escassez da água, a poluição dos rios e mares, as enchentes catastróficas que engolem cidades e estados, entre outras ocorrências da natureza que põe-se a gritar.
Ter a consciência que os recursos naturais são finitos —até mesmo os renováveis— é necessário para educar, orientar as crianças, jovens e adultos, que estão sobre a Terra.
Sem isso, com vontade de usufruir incansavelmente, ou seja, no afã de que no dia seguinte tudo se renovará como num passe de mágica, esperando da natureza uma produção acelerada como no tempo da grande Revolução Industrial, e que pudesse dar-se como aquela Natural, árvores, verdadeiras florestas, mangues, rios e mares estariam refeitos e toda e qualquer agressão.
Sim, porque o ser humano precisa alimentar-se, vestir-se, progredir, alcançar lugares de destaque, ser melhor —sempre!— que o outro, dirigir veículos potentes e inusitados, aviões, habitar grandes palácios, em toda a parte.
Educar é construir algo para além disso; certamente romper as próprias barreiras conscientizando-se de que o Planeta não é nosso, é de TODOS! Que o crescimento pode ser justificado, necessário, quando razoável, bom para a grande maioria social, a partir desta sua mesma função.
O consumo e as relações sociais contemporâneas
Em meio a tudo isso, a todo sacrifício ambiental feito em prol do crescimento, que também compreende o aumento de oportunidade de escolha entre produtos e serviços de toda espécie, onde está a vontade, a liberdade e as possibilidades de adotar um comportamento social diverso.
Sem imposições expressas, como acreditar que pessoas pudessem não lutar por adquirir um carro novo, ou mesmo usar mesmas vestes por uma década que fosse, ainda imaginar que os locais mais belos que contemplassem os melhores passeios fossem apenas naturais…. seria bom, talvez
Ao menos ter conhecimento de que os produtos adquiridos, adquiridos e adquiridos provém de fonte que não desmata ou promove o replantio, ou diminui a agressão a cada dia, não se utiliza da matança de animais etc.
Saber que a função social da propriedade e do contrato passam necessariamente pela ética e educação para poder interpretar e adequar esses conceitos, que social é um contexto muito mais amplo e dinâmico, para além do patrimônio de cada um, região, país, continente.
Enfim, passar a tratar o SER com o destaque que merece, talvez um pouco adormecido, poderá devolver ao TER o espaço contido no SER sem com este se confundir.
A responsabilidade social está inserida, integrada numa rede de relações sociais a cada dia mais moderna, no mesmo Planeta, a partir da Ética, Educação que podem ser refletidas, não podendo inverter as bases e os critérios em razão de quaisquer interesses que não sejam de todos.
Belinda Pereira da Cunha














