Acompanhando o desempenho das principais praças acionárias mundiais, a bolsa brasileira terminou a primeira sessão do mês com valorização. O movimento foi influenciado pela alta das blue chips e pela divulgação de dados econômicos. Sendo assim, o índice acionário da BM&FBovespa marcou expansão de 2,42%, aos 54.486 pontos, patamar que não era registrado desde 2 de setembro de 2008. O giro financeiro da bolsa ficou em R$ 5,98 bilhões.

“A bolsa brasileira acompanhou o boom nos mercados acionários europeu, asiático e norte-americano. Os investidores reagiram a dados positivos da China e a números razoáveis nos Estados Unidos. Além disso, o volume de negócios foi alto em função da entrada de investimentos estrangeiros na bolsa”, avalia Luis Gustavo Medina, economista da M2 Investimentos.

Os dados sobre a economia chinesa foram os responsáveis para a explosão de otimismo nos mercados. A atividade manufatureira da terceira maior economia do mundo registrou expansão pelo terceiro mês seguido. O índice PMI ficou em 53,1 pontos em maio, considerando ajustes sazonais, após atingir 53,5 pontos em abril.

“O número mostra que a economia da China está mais consistente, apontando para um cenário melhor”, considera Medina. Nos Estados Unidos, o Departamento de Comércio informou que o consumo das famílias registrou contração de 0,1% em abril de 2009, na comparação com o mês anterior, já com ajustes sazonais. O resultado veio melhor que o esperado pelo mercado, que estimava queda de 0,2%. Em março, os gastos haviam baixado 0,3%. Já a renda das famílias aumentou 1,1% em abril, o maior salto desde maio de 2008, contrariando a expectativa de queda. Em março, a renda havia subido 0,1%.

No setor corporativo, a montadora norte-americana General Motors (GM) recorreu nesta segunda-feira à lei de quebras no tribunal de falências do distrito sul de Nova York. O governo dos Estados Unidos já havia indicado que a montadora pediria concordata hoje, abrindo um processo judicial que deverá durar entre 60 e 90 dias. O processo implicará ainda no fechamento de 11 fábricas.

Na Europa, o índice Markit subiu para o maior nível em sete meses, passando de 36,8 em abril para a 40,7 em maio, caracterizando a maior alta mensal nos 12 anos de história da pesquisa, mas ainda assim o dado segue abaixo da marca de 50 que divide a retração da expansão.

Ainda no cenário internacional, a sessão no mercado de commodities também foi marcada por ganhos. No caso do petróleo, o preço do barril do tipo WTI, com vencimento em julho, registrou valorização de 3,2%, para US$ 68,42. E o preço do barril do tipo Brent, também com vencimento em julho, negociado na ICE Exchange de Londres subiu 3,5%, para US$ 67,83.

Com isso, as ações negociadas no Ibovespa ligadas as commodities registraram forte valorização no pregão. Os papéis preferenciais da Petrobras (PETR4) subiram 2,29%, cotados a R$ 35,24. No mesmo sentido, as ações preferenciais da Vale (VALE5) e da Gerdau (GGBR4) cresceram 3,96% e 4,31% respectivamente.
GazetaMercantil