Um em cada quatro parlamentares do Congresso Nacional tem pendências com o Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com levantamento realizado pelo site Congresso em Foco, 150 parlamentares respondem a 318 inquéritos ou ações penais no STF.

Entre os mencionados, constam sete parlamentares baianos. Juntos, os deputados Fernando de Fabinho (DEM); Geraldo Simões (PT); Maurício Trindade (PR); Paulo Magalhães (DEM); Roberto Britto (PP); Tonha Magalhães (PR) e Uldurico Pinto (PMN), respondem a oito inquéritos e três ações penais.

Entre as denúncias existentes no STF estão crime de responsabilidade, agressão física, captação ilícita de votos, crimes eleitorais, contratação de servidores sem concurso público, tráfico de influência, dentre outros. A maioria dos parlamentares justificou que as ações são correspondentes ao passado. “São coisas de quando fui prefeito de Itabuna e fruto de uma investida de meu adversário político na época”, explicou Geraldo Simões.

A mesma justificativa foi dada pelo democrata Fernando de Fabinho. “Oposição existe em todo lugar e na época da eleição meu adversário disse que eu fiz transporte irregular. Além disso, existe questionamento de prestação de contas de um convênio com a Funasa. Mas estou recorrendo”, afirmou.

Através da assessoria de comunicação, o deputado Paulo Magalhães disse que o processo de agressão física já recebeu parecer contrário do procurador que está à frente do caso.

O levantamento apontou ainda que, somente nos últimos 12 meses, o STF abriu processos contra 36 deputados e senadores. Desde junho de 2008, o número de inquéritos e ações penais saltou de 281 para 318. Os outros parlamentares foram procurados, mas até o fechamento dessa edição não responderam à reportagem.
Correio*