A Secretaria de Segurança Pública investiu US$ 20.406 milhões – o que equivale a R$ 39,4 milhões – em equipamentos, em 2008, para um novo sistema informatizado de identificação civil e criminal, mas até hoje todo o aparato que modernizaria as polícias está encaixotado numa sala do Instituto Pedro Melo (IML) e no almoxarifado na Secretaria de Administração (Saeb). A informação está no relatório prévio do Tribunal de Contas do Estado (TCE), assinado pelo conselheiro Pedro Lino, que defendeu a rejeição das contas do Executivo do exercício do ano passado.

O documento aponta distorções em praticamente todas as secretarias, algumas relacionadas à execução financeira das mesmas. O relatório detalha, ainda, que embora o desempenho global da Segurança Pública em 2008 tenha sido acima de 92%, as aplicações em projetos foram de apenas 32%. Outro ponto é que houve discrepância na execução físico-financeira em oito ações da pasta.

O secretário de Segurança, Cesar Nunes, não quis comentar sobre o documento o qual ainda desconhece o teor. Porém, admitiu que os equipamentos para o sistema de informática estão guardados porque o software de suporte ainda está em fase de aprovação. Em relação à execução financeira, Nunes disse que não entende o motivo do apontamento do TCE, uma vez que a Secretaria investiu em 568 viaturas, por exemplo, e que teve bom desempenho final. “O que foi possível aplicar, foi aplicado”.

Saúde – Entre os problemas apontados na área da saúde, o parecer relata em alguns programas discrepâncias entre as execuções financeiras e físicas. Um exemplo é o projeto de “Construção de Sistema de Esgotamento Sanitário”, que apesar ter apresentado uma execução financeira de 59%, demonstrou índice zero de execução física.
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