De olho nos maciços investimentos em infraestrutura que serão feitos por governos nos próximos anos para tirar a economia da crise, a General Eletric anunciou nesta segunda-feira seu novo comando para as operações no Brasil e na América Latina.

“Estamos antevendo uma demanda maior dos governos por serviços de infraestrutura e achamos que podemos participar”, disse a jornalistas o presidente-executivo da GE Internacional, Nani Bicalli, ao anunciar as mudanças.

Rogério Patrus foi apontado como novo presidente das operações para América Latina. João Geraldo Ferreira agora é o novo presidente-executivo para Brasil e tem como principal atribuição desenvolver uma plataforma de serviços para o governo.

Ele terá sob seu comando um time de 3 especialistas em relações governamentais (regulação, marketing e comunicação) para detectar oportunidades em soluções de infraestrutura. “Entre PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), iniciativas do BNDES, da Petrobras no pré-sal e do PAC São Paulo (investimentos do governo paulista em transportes), serão 322 bilhões de dólares de investimentos em infraestrutura”, disse Ferreira.

O foco exclusivo em governos está sendo replicado pela GE em outros oito mercados considerados chave para a companhia no mundo, incluindo Japão, Estados Unidos, China, Grã-Bretanha, França e Alemanha. No Brasil, o primeiro negócio dentro desse modelo foi anunciado nesta segunda-feira. Trata-se de um contrato de 250 milhões de dólares com a Petrobras para fornecimento de sistemas para perfuração de poços de petróleo.

É apostando nesse segmento que a companhia, que tem 6 mil empregados no Brasil, espera manter o passo de crescimento no país, onde teve um faturamento de 3,3 bilhões de dólares em 2008, 45 por cento maior do que um ano antes. Cerca de 15 por cento do faturamento esperado para os próximos anos deve ser oriundo de contratos com o governo.

Entre as iniciativas que estão sendo desenvolvidas pela GE para atacar esse mercado estão uma fábrica de locomotivas em Contagem (MG) e uma parceria que produz pás utilizadas em usinas de energia eólica.
Reuters