A FIA (Federação Internacional de Automobilismo) anunciou nesta sexta-feira as 13 escuderias inscritas para o Mundial-2010 da F-1 e confirmou a permanência das dez equipes atuais, além da entrada de três novos times: Campos, US F1 e Manor.

Apesar disso, segundo a entidade, McLaren, BMW Sauber, Renault, Toyota e Brawn mantiveram suas inscrições com algumas condições, as quais a FIA pede que sejam retiradas até a próxima sexta-feira (19).

Oito das dez escuderias atuais –as cinco já citadas e mais Ferrari, Red Bull e Toro Rosso– ameaçavam deixar a categoria por conta do teto orçamentário opcional de 40 milhões de libras (cerca de R$127 milhões) previsto para 2010.

Ontem, a Fota (Associação das Equipes da F-1) se reuniu com Max Mosley, presidente da FIA, para resolver a questão. As duas entidades já sinalizaram um acordo para alterar as regras de 2010, mas a FIA não esclareceu em seu comunicado de hoje se o regulamento terá mudanças.

Entre as equipes que vão continuar, Williams e Force India também foram confirmadas –as escuderias já haviam assegurado presença no Mundial-2010 concordando com o regulamento proposto pela FIA. Por este motivo, ambas foram suspensas pela Fota.

Novas equipes
Segundo o site oficial da F-1, as três novas equipes vão correr adotando o teto orçamentário e utilizarão motores Cosworth. Toro Rosso e Brawn ainda não confirmaram seus fornecedores de motor, enquanto as outras escuderias irão manter os propulsores utilizados em 2009.

Entre as novas escuderias, a norte-americana US F1 já planejava sua entrada na F-1 antes da proposta do teto orçamentário, e tem como chefes Peter Windsor, ex-integrante da Williams, e o engenheiro Ken Anderson, que trabalhou nas antigas equipes de F-1 Ligier e Onyx.

A Campos, por sua vez, é comandada pelo ex-piloto espanhol Adrián Campos e chegou a correr na GP2. Atualmente, disputa a F-3 espanhola.

Já a Manor, que não tinha seu nome ligado como pretendente por uma vaga, corre na F-3 europeia e deve contar com seu chefe de equipe nessa categoria, John Booth, além de Nick Wirth, ex-chefe da equipe Simtek na F-1, segundo a revista “Autosport”.
Folha