Quando o árbitro catarinense Célio Amorim autorizar o início de Internacional x Vitória, às 18h30 deste domingo, lembranças passarão pela cabeça do treinador rubro-negro Paulo César Carpegiani. Gaúcho da cidade de Erechim e revelado nas divisões de base do Colorado, ele  retorna mais uma vez como profissional ao Beira-Rio.
A praça esportiva onde o versátil meio-campo exibia seu talento recebe agora o comandante do tricampeão baiano. Ciente de que somar pontos é essencial no Brasileiro, Carpegiani se apega a dados pessoais, como a experiência.
E, confiante, afirma não temer o retrospecto do atual líder do Nacional, que em cinco partidas soma 13  pontos: quatro vitórias e apenas um empate, com 86% de aproveitamento.


“Nas equipes que já treinei, a exemplo do Náutico, Grêmio, Palmeiras e São Paulo ganhei quase todos os jogos no Beira-Rio. Só com o Corinthians, em 2007, é que perdi para o Internacional  por 3 a 0. Espero que a escrita positiva  prevaleça na casa que conheço tão bem”, afirma o treinador.
O profissionalismo supera a gratidão eterna. Carpegiani começou a carreira no Colorado  como meia e depois foi recuado para volante, sempre colecionando títulos. Os principais troféus foram o heptacampeonato gaúcho (de 70 até 76) e o Brasileirão de 1975. É  justamente daquele período que o treinador resgata ensinamentos e repassa aos atletas rubro-negros.
“Formávamos um time de futebol solidário, competitivo. Em toda equipe que trabalho cobro isso. Aqui no Nordeste o futebol é clássico e técnico. Só que nós temos que agregar, criando o jogador versátil.  Por isso dou prioridade a um jogador que atue em mais de uma posição, dá para confundir o adversário. Tento fazer isso no Vitória”, explica.
Timaço – Finalista da Copa do Brasil e de olho no primeiro jogo da final do torneio, na próxima quarta-feira diante do Corinthians, o Internacional poupa boa parte dos titulares contra o Vitória. Mas, o que soa como boa notícia para a torcida do rubro-negro, para o treinador não é. Sua justificativa é uma só: a qualidade dos jogadores da equipe gaúcha.
“Eu acho que o Inter tem um grupo de jogadores com muita igualdade de produção. Não tem um time titular. Por exemplo, o lateral-esquerdo Marcelo Cordeiro, é tão bom quanto o titular Kléber”, afirma.
Carpegiani destaca que o seu time é obrigado a ter atenção redobrada com a velocidade dos atacantes gaúchos. “O Inter explora muito a velocidade e isso faz muita diferença”.
Liderança – Após o duelo contra o Colorado, o Vitória encara o Botafogo, no dia 20, e Santo André, dia 28, ambos no Barradão. Por isso o  técnico Carpegiani encara a partida diante do Inter essencial às metas traçadas.
A primeira meta que consistia em ganhar seis pontos  nos jogos contra o Palmeiras e Inter não foi alcançada.  “A derrota no Parque Antártica nos prejudicou. Temos que somar pontos no Beira-Rio. Depois faremos dois jogos em casa, onde temos a obrigação de vencer”, enumera Carpegiani.
A Tarde