O tenente-coronel da Aeronáutica Henry Munhoz, porta-voz da Aeronáutica, confirmou a chegada da fragata Constituição ao porto do Recife hoje (14), às 10h, e começaram a ser entregues para autoridades francesas. A embarcação transportava os destroços do Airbus da Air France.

O Airbus caiu no oceano Atlântico no último dia 31, após decolar do Rio com destino a Paris, com 228 pessoas a bordo. Até ontem, as embarcações brasileiras haviam resgatado das águas do Atlântico 43 corpos. Um navio francês informou ter retirado seis corpos.

“O material recolhido está sendo descarregado da fragata e entregue às autoridades francesas para investigação”, disse Munhoz. Depois de reabastecida, a embarcação retornará às buscas. Segundo Munhoz, o tempo na região já melhorou, permitindo que as buscas pelas vítimas e pelos destroços retornem ao ritmo normal. “Estão mais favoráveis [condições meteorológicas] do que as de ontem mas ainda não são ideais”.

Entretanto, se necessário, é possível que o efetivo de 12 aparelhos da FAB sejam empregados para as buscas. As duas aeronaves disponibilizadas pela França passam por manutenção. A Aeronáutica informou, também, que a aeronave C-130 Hércules da FAB já pousou em Recife, com os seis corpos catalogados e pré-identificados em Fernando de Noronha.

Hoje (14), o diplomata francês Pierre-Jean Vandoorne –encarregado das relações com as famílias das vítimas da tragédia do voo AF 447 –visitará o centro de operações de buscas e participará de reunião com as autoridades da Marinha e da Aeronáutica para se informar sobre o andamento dos trabalhos.

Revisão
Equipes que trabalham nas buscas de corpos de 228 ocupantes do voo 447 informaram neste domingo que foram localizados e tirados das águas do Atlântico 43 vítimas, e não 44 como vinha sendo informado.

Segundo comunicado à imprensa fornecido pela Aeronáutica, a retificação ocorreu após o trabalho de pré-identificação realizado em Fernando de Noronha por peritos da Polícia Federal e da Secretaria de Defesa Social do Estado de Pernambuco.

Segundo a PF (Polícia Federal), o fragmento encontrado possuía 80 centímetros e, após análise, constatou-se que se tratava de um pedaço de um animal marinho de grande porte que pode ter sido atingido por alguma embarcação de pesca.

O erro ocorreu devido à impossibilidade de reconhecimento visual, segundo a PF. Ao menos 16 corpos estão irreconhecíveis e em adiantado estado de decomposição. A equipe que trabalha no arquipélago é formada por sete peritos da Polícia Federal e dois da Secretaria de Defesa Social de Pernambuco.
TribunadaBahia