O Natiruts irá participar do Festival de Inverno da Bahia e o iBahia.com entrevistou a banda para saber um pouco mais sobre a apresentação no FIB. A banda vai animar o primeiro dia de festa. Confira a o bate-papo na íntegra!

iBahia.com – Vitória da Conquista é famosa pelas baixas temperaturas. O que vocês vão fazer para aquecer os baianos?
Alexandre – Pedir para que eles levem seus isqueiros.

Já escolheram o repertório?
Sim. Temos umas 35 músicas ensaiadas. Escolheremos um número de acordo com o tempo que tivermos de show.

Quem vocês gostariam de ver tocando no Festival?
Djavan.

Se a agenda permitir, vocês gostariam de curtir qual dia do Festival?
Os dois outros dias estão muito bons também.

Qual a ligaçãoo da banda com a Bahia?
A Bahia é o lugar do Brasil que quando se vai sair na noite se fala ‘vamos pro reggae’ em vez de ‘vamos pro rock’ como em Brasília por exemplo, que é a nossa cidade. Na Bahia a relação com o reggae vai além do estilo, ele é visto como cultura.

Vocês são considerados uma das principais bandas de reggae do país. Como vocês lidam com esse título?
O reggae precisa evoluir sua mentalidade no Brasil. Ainda existe aquele complexo do vira-lata dos países pobres. Aquela coisa de associar essencia, raiz,é baixa qualidade de vida, a miséria. Nos preocupamos mais em quebrar esse tipo de pensamento do que propriamente nos escorar em algum título. Quanto ao sucesso hoje dividimos as paradas
nas rádios pop com bandas de rock, de hip hop, já ultrapassamos as barreiras do reggae.

Um novo álbum foi lançado esse ano. Como surgiu a ideia desse novo trabalho?
Na verdade não vem de uma ideia e sim da necessidade de se expressar de alguma forma. É assim desde o primeiro disco.

Quais os próximos planos da banda?
Continuar com a tour. Já Passamos por capitais como São Paulo, Porto Alegre e agora em julho fizemos Paris, Lisboa, Barcelona, Madrid e o Festival Rotontom na Italia que é considerado um dos dois maiores do mundo.

A sociedade costuma associar o reggae à maconha. Como você vê essa associação?
Não é a sociedade que associa. Realmente existe uma ligação da maconha com reggae. Só que a verdadeira ligação é por motivos religiosos. Faz parte do rastafarianismo. Infelizmente essa associaçãoo foi banalizada. Isso é o que nos incomoda.

Deixe uma mensagem convidando os internautas para o Festival de Inverno.
Esperamos todos vocês no festival. Apareçaam!!!
iBahia