Em menos de 24 horas, um tsunami deixou mais de cem pessoas mortas em Samoa, Samoa Americana e ilhas Tonga, no Pacífico Sul, e um forte terremoto arrasou edificações na ilha de Sumatra, na Indonésia, matando pelo menos 75 pessoas e deixando milhares desaparecidas, sob escombros. Sumatra foi a área mais atingida pelo tsunami de 2004, que matou quase 228 mil pessoas em toda a Ásia.

O terremoto que originou o tsunami ocorreu às 6h48 desta terça-feira (14h48 de terça no horário de Brasília). Cerca de 20 minutos depois, vieram ao menos quatro ondas gigantes, arrastando edificações, veículos e pessoas. Mais tarde, pequenas tsunamis chegariam ao Estado americano do Havaí, a Nova Zelândia e o Japão.

Mais de cem pessoas morreram, sendo cerca de 60 em Samoa, 30 em Samoa Americana e sete nas ilhas Tonga.

Segundo a Cruz Vermelha, só em Samoa, o tsunami deixou cerca de 15 mil desabrigados. Nesta quarta-feira, horas depois da tragédia, a capital Ápia continuava virtualmente deserta, com escolas e comércio fechados. Na ilha de Upolu, aproximadamente 20 vilas foram dadas como destruídas.

Em Pago Pago, na capital da Samoa Americana –território dos EUA–, vias estão cobertas de destroços e lama, além de carros e barcos arrastados pela água. Em diversas regiões, a falta de energia elétrica deverá durar até um mês. Dois aviões militares dos EUA chegarão nesta quinta-feira (1º) com ajuda humanitária e outros suprimentos.

Na Indonésia, o terremoto de 7,6 graus de magnitude na escala de momento ocorreu às 19h16 desta quarta-feira (9h16 em Brasília) a cerca de 53 km da cidade de Padang, em Sumatra, segundo o Serviço Geológico dos EUA (USGS, na sigla em inglês).

O tremor foi tão forte que chegou à capital Jacarta, a 940 km de Padang; e em prédios altos de Cingapura, a 440 km. Na capital da Malásia, Kuala Lumpur, arranha-céus chegaram a ser esvaziados, por questões de segurança.

Oficialmente, o governo federal confirmou 75 mortes, porém a expectativa é a de que o total cresça, assim que os socorristas começarem a vasculhar os escombros e que os serviços de telefonia forem restabelecidos. Rustam Pakaya, o chefe do serviço de urgências do Ministério da Saúde indonésio, baseado na capital indonésia, Jacarta, disse haver “milhares” de pessoas sob os escombros.

Os relatos preliminares dão conta de que a área mais afetada foi a da cidade de Padang, com aproximadamente 900 mil habitantes. Testemunhas contaram que, durante o tremor, pessoas que estavam nas ruas tiveram de se sentar para não cair. Com medo de tsunami, milhares de pessoas começaram a fugir da costa em carros e motocicletas, buzinando.

Em Padang ocorreram diversos desabamentos, inclusive de dois hospitais e de um shopping center, além de escolas e muitas casas.
FolhaOnline