Na casa do sobrevivente João Batista de Brito, 42 anos, morreram sua mulher, Clemiuda de Jesus Pereira, 44 anos, sua filha, Aline de Brito Pereira, 22, Gabriela de Brito Pereirra, 12 anos e seu o genro, Wellington Radama, 24 anos.

Segundo Ademir, cunhado do dono da casa, quando ele chegou ao local para tentar resgatar os parentes, encontrou Clemilda abraçada à filha Aline. ” Provavelmente elas se abraçaram quando ouviram o barulho da avalanche, mas não deu tempo de escapar”, contou Ademir.

Uma madrugada, duas tragédias
Duas tragédias abalaram Angra dos Reis na madrugada do dia 1º de janeiro. A tragédia na Ilha Grande aconteceu após a queda de uma barreira encobriu a pousada de luxo Sankay, lotada de turistas, e mais sete casas, duas alugadas por temporada, que ficavam na enseada do Bananal.

Vizinhos escutaram um forte estrondo do alto do morro às 3h30. Foi quando chegou a notícia de que toneladas de lama, galhos e pedras haviam encoberto um terço da pousada e as casas no entorno. O impacto do desmoronamento levou corpos ao mar.

Vizinhos ajudaram a socorrer vítimas soterradas, mas não conseguiram salvar a mulher que, só com a cabeça acima da terra, gritava para que procurassem primeiro seu filho. No Centro de Angra, uma encosta cedeu e deslizou por cima de várias casas no Morro da Carioca. Segundo os moradores da região, os deslizamentos ocorreram entre 2h30 e 4h, quando muitos já estavam dormindo.

Cerca de 120 homens da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros se empenharam no trabalho de resgate dos corpos no Centro e na Ilha Grande. O governo do Estado pôs todos os helicópteros das polícias Militar e Civil, e do Corpo de Bombeiros para auxiliar no transporte de feridos e dos corpos. A Marinha do Brasil também está apoiando a Defesa Civil de Angra dos Reis com o transporte de pessoal e fornecimento de alimentos para as equipes. Na Ilha do Bananal, a Marinha também faz a interdição da área marítima.
ODia