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País não está apto a oferecer espanhol na rede pública

A inclusão do espanhol no currículo dos estudantes do ensino médio, obrigatória a partir deste ano, não estará implementada até o início das aulas na maior parte dos Estados brasileiros. As dificuldades para a oferta do idioma na rede pública estão na falta de planejamento, de professores e de material didático, além de divergências na interpretação da lei.

De acordo com a Lei 11.161, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em agosto de 2005, as escolas são obrigadas a oferecer espanhol no ensino médio, no horário regular de aula. A matrícula do estudante será facultativa, ele escolhe se quer ou não fazer. A lei deu cinco anos para que a medida entrasse em vigor – prazo que acaba em agosto.

De 25 Estados procurados pela reportagem, apenas 8 disseram estar com a infraestrutura pronta para oferecer espanhol: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, além do Distrito Federal.

No entanto, apenas o Rio terá aulas para todo o ensino médio. Os outros terão só em um dos anos, numa proposta semelhante à de São Paulo, que começará com as aulas em agosto. Todos os outros Estados, incluindo as regiões Norte e Nordeste, afirmaram que ainda estão se organizando e, para isso, esbarram na falta de professores.

Há no País 12,7 mil professores do idioma, segundo dados do Inep, do Ministério da Educação, para cerca de 8 milhões de alunos que cursam o ensino médio. A presidente do Conselho Nacional dos Secretários da Educação, Yvelise de Souza Arco-Verde, do Paraná, afirma que o ensino de idiomas é um problema histórico e que, neste caso, as redes deixaram para a última hora. “Há dificuldade para formar professor, para ter material didático. É todo um ensino que precisa ser debatido.”

O próprio Conselho Nacional de Educação não deliberou sobre o tema. “A lei não normatiza sobre a oferta para cada um dos anos do ensino médio. Os conselhos estaduais devem decidir sobre isso”, diz Cesar Callegari, da Câmara de Educação Básica.
Estadão

1 resposta para “País não está apto a oferecer espanhol na rede pública”

  • Prof. Ulysses Freire da Paz Jr. disse:

    Todo investimento em EDUCAÇÃO, incluindo a inserção da disciplina de Espanhol, A REPOSIÇÃO INFLACIONÁRIA AO vale alimentação de R$ 4,00 do professor paulista, proporcional à sua mísera remuneração e enxovalhamento que recebe do governo NO ESTADO MAIS RICO DO BRASIL, e das instituições que o defendem; apontam apenas para sucateamento da EDUCAÇÃO em 20 anos de governo PSDB.

    TODOS PROBLEMAS SOCIAIS E DE DESEMPENHO ESCOLAR ADVÉM DA FALTA DE INVESTIMENTO EM EDUCAÇÃO BÁSICA; A RAIZ DE TODA PROSPERIDADE, SEJA DE UMA SEMENTE, UM ANIMAL OU UMA CRIANÇA – É TER UMA GERMINAÇÇÃO BEM NUTRIDA, BEM NUTRIDA + BEM NUTRIDA!!! > ATÉ A SUA COMPLETA FORMAÇÃO; QUALQUER NEGLIGÊNCIA NESTE PERÍODO ACARRETARÁ DEFORMAÇÕES PARA O RESTO DE SUAS EXISTÊNCIAS QUE SERÃO INEXORAVELMENTE COMPARTILHADAS COM O MEIO EM QUE VIVERÃO.

    A política praticante descrita por Manoel Bomfim já em 1905: – é uma engrenagem terrível; não só desseca as almas, como estreita os pontos de vista; falseia o critério e o julgamento de tal forma, que nós vemos o comum dos militantes absorvidos por questões de um interesse social menos que secundário, indiferente aos assuntos capitais; as questões que verdadeiramente influem sobre a evolução na nacionalidade não são lembradas sequer. Ocupam-se de uns tantos detalhes, a que dão o pomposo nome de questões financeiras ou políticas, e o resto não tem valor. Para eles, que diariamente sobrecarregam as gerações futuras, contraindo empréstimos ou adiando dívidas, para que os vindouros as paguem – para eles, o preparo dessas mesmas gerações futuras não chega a ser uma questão política. Nem compreenderão; talvez, como um Montesquieu poderia afirmar que a “educação – inclusive a educação intelectual – É O PRINCIPAL DEVER DE UMA REPÚBLICA”. Apliquemo-nos em arrancá-los a este critério falso, e mostremo-lhes os grandes defensores do progresso a exigir para essa questão – EDUCAÇÃO – a proeminência na política: Renan, o inspirado da tolerância, da bondade e da ciência, proclamando que ” o fim da humanidade, e por conseguinte aquele a que se deve propor a política, é a mais alta cultura humana”; Zola, o artista da verdade e da justiça, afirmando que ” a moral, como a política, se resume nesse grande lema: EDUCAR O POVO”; Mostremo-lhes que, até hoje, os legítimos republicanos não mudaram de parecer quanto a este ponto. Que ouçam Bourgeois, sempre acatado entre os democratas franceses – que o ouçam dizer ainda agora: ” A EDUCAÇÃO é a primeira e a última palavra da política”; que ouçam Clemenceau, jamais infiel à liberdade e à democracia: ”

    Circula com freqüência no rádio e TV, a propaganda de um veículo “ELEITO O MELHOR VEÍCULO DO BRASIL E DO MUNDO” onde deveria TAMBÉM estar EXPLÍCITO ORALMENTE E EXEMPLARMENTE que provém de um país que investiu maciçamente em EDUCAÇÃO PÚBLICA BÁSICA.

    http://jornalnacional.globo.com/Jornalismo/JN/0,,AA1053187-3579-366718-6257,00.html

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