Após terremoto, saques têm início no Chile; prefeita vê situação fora de controle
Após o terremoto que atingiu o Chile no sábado (27), tiveram início saques a supermercados e farmácias, segundo informações do jornal chileno “La Tercera”. A prefeita de Concepción, Jacqueline van Rysselberghe, reconheceu neste domingo que a situação na cidade está saindo do controle por causa do desabastecimento progressivo no local.
Centenas de pessoas saquearam um supermercado neste domingo em Concepción, cidade de meio milhão de habitantes ao sul de Santiago. Também foram saqueadas farmácias e outros supermercados no centro da cidade. Os moradores dividiram água potável dentro dos estabelecimentos.
A polícia do Chile reprimiu a ação, que foi filmada e exibida pela televisão estatal. Os policiais recorreram a jatos de água para dispersar a multidão.
A prefeita informou que estão sendo coordenadas medidas para minimizar os problemas. Ela declarou que o subsecretário do Interior, Patricio Rosende, a comunicou que um avião deverá chegar a Concepción na tarde de hoje com alimentos para entregar à população.
Jacqueline também disse que desde a tarde de ontem caminhões-pipa estão distribuindo água aos moradores, mas isso ainda está sendo feito de forma limitada.
Ela atribui os saques que estão ocorrendo ao desabastecimento, que está começando na cidade. Também afirmou que as pessoas estão angustiadas por não saberem quando a situação voltará ao normal, mas condenou os saques, que não visam apenas alimentos.
População
“Temos que comer”, disse uma mulher à televisão estatal enquanto saqueava um supermercado. As imagens mostraram pessoas correndo com caixas de leite e outras mercadorias, como máquinas de lavar roupa e televisões de plasma.
“Não temos alimentos. Precisamos dar leite para as nossas crianças”, afirmou um homem enquanto era afastado pelos jatos de água e gases lacrimogêneo, lançados pela polícia.
O comércio na cidade está fechado desde o terremoto de ontem e a população começa a sentir os efeitos do desabastecimentos de água e alimentos.
As autoridades pediram ajuda às Forças Armadas para controlar a situação.
O terremoto, um dos mais fortes da história, causou mais de 300 mortes, tsunami e destruiu casas e pontes, especialmente na região centro-sul do país.
O tremor, de mais de 8 graus na escala Richter (8,3 segundo o Escritório Nacional de Emergência do Chile e 8,8 segundo o Instituto Geológico dos Estados Unidos), abrangeu desde a região de Valparaíso (centro) até a dos Lagos (sul), ao longo de uns mil quilômetros da geografia chilena.
FolhaOnline














