Julio César Cardoso*

Os jornalistas de inclinações petistas, que prestam serviços ao PT, não deveriam falar em nome da categoria para fazer observações críticas à postura de grande parte da mídia nacional, que faz cobertura política. É uma falácia dizer que a mídia nacional desempenha um papel de oposição política ao governo federal.

O leitor “burro”, desatento e sem cultura poderá ser influenciado pela mídia, mas não significa que todos não tenham capacidade para separar o joio do trigo. Isso é uma visão distorcida dos pregadores petistas que continuam inconformados com a descoberta de suas maracutaias, e hoje muito bem exploradas pela nossa valorosa imprensa brasileira a serviço de bem informar a sociedade.

Ocorre que, a partir das revelações do ex-deputado Roberto Jéfferson, com a corda no pescoço, toda a vestal petista foi desmascarada com o seu envolvimento em corrupção. E a partir daí, uma sucessão de fatos escabrosos, envolvendo políticos brasileiros, que não era de desconhecimento da sociedade, foi sendo noticiada pela valorosa imprensa brasileira.

E isso passou a incomodar segmentos petistas recalcitrantes, que não se conformam e querem por força tampar a boca da imprensa. Mas não vão conseguir. Devemos saudar a liberdade de imprensa como um dos pilares do regime democrático. Não podemos aceitar que exemplos negativos de regimes totalitários ou semitotalítários, como os da Venezuela de Hugo Chávez, venham fazer escola no Brasil.

A liberdade de expressão muitas vezes dói naqueles que não qerem ouvir a verdade. A tentativa de cercear a divulgação jornalística só visa ao interesse solerte de quem não está acostumado a conviver com o regime democrático.

*Julio César Cardoso – Bacharel em Direito e servidor federal aposentado