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Opinião: O PSB virou PT?

Julio César Cardoso*

Com todo o respeito, os partidos políticos brasileiros são um fiasco. São um aglomerado de siglas, simplesmente. Não têm identidade ideológica. Veja, por exemplo, o PMDB, considerado o maior partido nacional, uma mescla ideológica, não tem candidatura própria para a Presidência da República, e figura como capacho do PT, lançando Michel Temer como vice.

Não é uma vergonha? Assim como o PMDB, o PT está fragmentado em ideologias, só que o PT é mais organizado, e a sua dissidência interna apoia aquele que for guindado a representar o partido em qualquer instância eleitoral. Coligações. É uma vergonha o desejo de coligações partidárias para abiscoitar interesses fisiológicos.

Todos os partidos deveriam ter candidaturas próprias para disputar os pleitos, porque isso deveria ser uma consequência natural da razão de existência de um partido político. Se um partido não tem competência para se estabelecer, por que foi criado? Deveria se extinguir.

Não é uma grande imoralidade, um partido apoiar, por exemplo, uma sigla para Presidência da República e participar de outras coligações partidárias estaduais? Onde está a seriedade da política nacional? E por aí que começa o jogo sujo da política brasileira. Ora, toda aliança política pressupõe o jogo de interesse fisiológico, o toma lá, dá cá. Ah! Mas sempre foi assim. Só que essa imoralidade tem que acabar.

E aqui está uma das vertentes da corrupção política. Lênin já alertava: “Onde termina a política começa a trapaça”. A deputada Luiza Erundina (PSB-SP) não tem que se lamentar pelo fato de seu partido não ter se programado de forma mais organizada, porque esse é o retrato dos partidos políticos brasileiros.

Com exceção, temos que reconhecer, o PT, que desde o início de governo continuou organizado e fazendo campanha política ao presidente Lula. Por outro lado, que moral tem um partido político perante o seu eleitorado ao não oferecer candidatura própria, e o pior, manifestar palanque para outro partido?

A deputada Erundina declarou que o PSB vai dar apoio à candidata do PT, Dilma Rousseff. Não é nenhuma surpresa a sua antiga paixão petista. Por que não volta ao berço do partido?

Agora, manifestar preferência por uma ex-guerrilheira, cuja história dá conta de que em sua militância política já assaltou bancos e matou nacionais, é demais – e deixa o Ciro Gomes p. da vida. Luiza Erundina, qualquer um, menos Dilma Rousseff.

*Julio César Cardoso – Bacharel em Direito e servidor federal aposentado

1 resposta para “Opinião: O PSB virou PT?”

  • Geraldo Santos Guimaraes disse:

    REUNIÃO DO PMDB – UM TRISTE CENÁRIO

    O cenário uma reunião do PMDB, realizada no final da última, liderada pela ex-prefeita Kátia Espinheira, para discutir os rumos do mandato da deputada Virgínia Hagge, e seu projeto de reeleição, é a mais fiel imagem da decadência politica de Itapetinga; mais do que isso, é a triste confirmação dos motivos pelos quais, Itapetinga vem perdendo a sua hegemonia e importância no contexto politico local e regional. Emoldurando o quadro do encontro, além de Herzem Gusmão, candidato a deputado federal pelo partido, estão os ex-vereadores José Gama Sobrinho e Rômuolo Schetinni, as mais abjetas figuras da vida pública de Itapetinga, que por muito tempo figuraram entre os principais inimigos do ex-prefeito Michel Hagge, e hoje desfilam com certa desenvoltura nas rodas peemedebistas, como suas mais recentes conquistas, ambos guindados à condição de coordenadores da dificil campannha de reeleição da deputada Virginia, e com as bênçãos, é claro, do seu ex-desafeto. Ao time de escórias da deputada, ainda falta um personagem, que ela reputa um politico honrado e experiente: o seu compadre Romildo Teixeira. Segundo fontes, os acertos para que o seu antigo aliado faça parte do front de sua campanha estão bem adiantados. Os valores da transação, no entanto, ainda não podem ser revelados. A História se repete, mais uma vez, pai e filha, escalam Kátia Espinheira, para tentar juntar o que sobrou do grupo do ex-prefeito, depois de sua avassaladora derrota nas últimas eleições, para o candidato do PT. A tarefa, no entanto, não tem sido nada fácil para a ex-vice-prefeita, os michelistas não estão motivados para voltar a empunhar a bandeira de Virginia Hagge, cuja atuação parlamentar tem sido questionada, sobretudo pela a sua falta de atenção aos antigos companheiros. Kátia Espinheira, se quiser ter vida longa na vida publica, terá que se desincumbir do papel de cabo eleitoral de luxo dos Hagges, que de caso pensado, a submete a um irrecuparável desgate ao aparecer na fita com essas figuras carimbadas, e que a população de Itapetinga prefere esquecer. Se a candidatura da deputada Virginia Hagge, ganhar as ruas, tendo como os seus timoneiros as figuras que aparecem em destaque nessa reunão, principalmente os personagens da politica local citados, não há como olvidar que será um fiasco.

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