Consumidores ansiosos tomavam as lojas da Apple na Ásia e na Europa com a chegada do iPad às prateleiras fora dos EUA pela primeira vez nesta sexta-feira.

A Apple já vendeu 1 milhão de iPads nos Estados Unidos desde seu lançamento, em 3 de abril, superando as estimativas mais otimistas de pré-lançamento. A procura foi tão intensa que a empresa atrasou o lançamento internacional em um mês.

A RBC Capital Markets estima que as vendas do iPad chegarão a 8,13 milhões de unidades no mundo até o final do ano.

“Eu queria tocá-lo o mais rapidamente possível. Senti uma emoção real quando o tive finalmente em minhas mãos”, disse Takechiyo Yamanaka, 19 anos, que acampou em frente à loja da Apple em Tóquio na noite de quarta-feira para ser o primeiro na fila.

“É meio que uma decisão súbita, uma decisão emocional, porque realmente não é racionalmente justificável”, disse Anna Kistner enquanto saía da loja da Apple em Munique, na Alemanha, com dois iPads. “É muito dinheiro”.

O iPad está à venda na Alemanha, França, Itália, Suíça, Espanha, Grã-Bretanha, Japão, Austrália e Canadá.

Os preços para a versão mais econômica variam entre US$ 499 nos Estados Unidos e US$ 617 na Grã-Bretanha.

O alvoroço em torno do iPad ajudou a Apple a superar a Microsoft esta semana em valor de mercado para se tornar a maior empresa de tecnologia do mundo, marcando uma reviravolta notável de uma empresa que quase saiu do negócio em 1990.

As vendas internacionais são cada vez mais importantes para a Apple, que agora tem quase três quintos de sua receita fora dos Estados Unidos.
Reuters