As eleições transformaram boa parte dos deputados estaduais em felinos dos mais arredios.

Desde o início oficial da campanha, em julho, somente alguns gatos pingados aparecem para ronronar na Assembleia Legislativa.

Segundo o relatório obtido, entre 1º de julho e 31 de agosto, foram marcadas 35 sessões ordinárias, que acontecem de segunda a quinta-feira, mas apenas 23 foram realizadas. O restante caiu por falta de quorum — quantidade mínima de parlamentares para abrir os trabalhos.

Das 23 sessões abertas, 11 tiveram duração inferior a cinco minutos. Oito não chegaram sequer a três minutos. A mais rápida aconteceu em 30 de agosto. Os 28 deputados começaram a trabalhar exatamente às 14h45min13s e encerraram as atividades, às 14h46min11s. Eles suaram os paletós por 58 segundos. No dia seguinte, a sessão foi pouco mais longa. Demorou intermináveis um minuto e 28 segundos.

FALTAS
Alémdas sessões relâmpago, a frequênciados de deputados, no mesmo período, é baixa. Doze sessões deixaram de ser realizadas, pois os deputados simplesmente não compareceram à Casa. Para uma sessão acontecer na AL, 21 dos 63 deputados precisam estar no plenário. Mas os parlamentares estão mais ocupados com a campanha—57 são candidatos. Mesmo com as ausências, eles continuaram a receber o salário de R$ 12.600.
Correio*