A amiga da estudante de 13 anos que teria mantido relações sexuais com a professora de matemática confirmou em depoimento que também ia ao motel com as duas, segundo a polícia. De acordo com o titular da 33ª DP (Realengo), delegado Angelo Lages, a adolescente de 13 anos ouvida na tarde desta quinta-feira (28) confirmou que acompanhava a amiga e a professora ao motel, mas negou participação nas relações.

“Ela disse que só ficava olhando”, contou o delegado. “Ela disse que funcionava como uma espécie de álibi da amiga. A amiga chamava e ela ia”.

O delegado disse ainda que, em depoimento, a menina contou que a amiga estava tentando terminar o relacionamento com a professora, mas não conseguia. “Ela disse que a amiga estava tentando terminar com a professora, mas a professora não queria, chorava e tudo, para que o relacionamento não acabasse”, afirmou Lages.

Além disso, a estudante também contou que a amiga recebia dinheiro da professora, mas não soube especificar a quantia. “Ela disse que vira e mexe a amiga dizia ter recebido dinheiro da professora, mas não soube dizer quanto a amiga recebia”, disse o delegado, acrescentando que a menina chegou à 33ª DP acompanhada da tia.

O titular da 33ª DP afirmou ainda que vai intimar o diretor da escola e o responsável pelo motel, e que os depoimentos devem ser marcados para a próxima semana.

Professora foi transferida para Bangu 8
A professora presa em flagrante foi transferida nesta tarde para o presídio de Bangu 8, na Zona Oeste do Rio. De acordo com o delegado Angelo Lages, a transferência ocorreu por volta das 16h30. Ao depor na quarta-feira (27), logo após ser presa, a professora confessou que tinha uma relação amorosa com uma ex-aluna, de 13 anos.

A mãe da primeira menina que teria sido aliciada pela professora descobriu o relacionamento da educadora com a filha em maio deste ano, quando encontrou cartas com declarações de amor à adolescente, de 13 anos. Em seu depoimento, ela confirmou seus sentimentos pela aluna e disse ainda que quer ter uma relação séria com ela.

“Denunciei ela na escola, fui na 8ª CRE (Coordenadoria Regional de Educação), fui no conselho tutelar e esperava que punissem ela. A única coisa que puniu foi tirar ela de uma escola e colocar ela pra outra”, reclamou a mãe, que não quis se identificar. De acordo com a mãe, na escola, o diretor afirmou que a situação seria contornada internamente.

Mas a professora mudou de escola e os encontros com a aluna continuaram. Segundo a polícia, eles aconteciam no carro dela ou em um motel em Realengo, na Zona Oeste. A educadora vai responder por estupro a vulnerável e corrupção de menor. Ela pode pegar de 15 a 30 anos de prisão.

Professora pode ser exonerada
Em nota, a Secretaria municipal de Educação afirmou que “a 8ª CRE, ao tomar ciência do caso, em 9 de setembro passado, instaurou uma sindicância para apurar os fatos e, em conjunto com a direção da Escola Municipal Rondon, determinou a transferência da professora para outra unidade escolar, diante das informações que havia naquele momento”.

De acordo com o órgão, após a notícia da prisão da professora foi determinado que ela “fosse totalmente afastada de suas funções”. A professora pode ser exonerada.

Como foi a prisão
Na última terça-feira (26), a mãe da vítima procurou a 33ª DP para informar sobre o desaparecimento da menina, que estava sumida desde segunda (25).

Procurando nos registros, a polícia encontrou um boletim de ocorrência, feito em agosto, em que a mãe da vítima relatava que a menina estava desaparecida e que desconfiava de sua professora. Os policiais foram, então, até a casa da educadora e o marido dela informou que a suspeita também estava desaparecida desde segunda.

Agentes investigaram os possíveis locais para onde a suspeita poderia ir e esperaram que ela voltasse. A prisão da professora aconteceu por volta das 4h, quando ela chegava na casa da sua mãe, também em Realengo. As informações são do G1.
Correio*