Mulheres que ocupam cargos de comando na Bahia falam sobre a vitória da primeira presidente do país. Dilma Rousseff teve mais de 4,7 milhões de votos na Bahia, estado onde as mulheres ainda buscam a igualdade de condições com os homens.

Na Bahia, elas são maioria: 6,6 milhões de mulheres contra 6,4 milhões de homens. No quesito escolaridade, o percentual de trabalhadoras com ensino médio também ganha deles: 59% contra 41%.

Mas escolaridade não é garantia de melhores empregos. Segundo o IBGE, mulheres com curso superior ainda recebem salários 40% mais baixos que os dos homens na mesma função. Mas o fato é que as mulheres estão ocupando cada vez mais espaço no comando. ‘Em qualquer serviço, qualquer área’, diz uma mulher. ‘Até para governar o Brasil. Está podendo muito’, brinca outra.

A publicitária Vera Rocha tem uma história parecida com a da presidente eleita Dilma Rousseff. Nos anos da ditadura, ela foi presa, torturada. Hoje, é vice-presidente da Agência Nacional de Propaganda.

‘O Brasil está seguindo o exemplo de alguns países da América Latina, como a Argentina, como o Chile, que já tiveram presidentes mulheres. A Argentina tem até hoje’, comenta Vera Rocha.

Na Bahia, a candidata eleita Dilma Rousseff teve quase 71% dos votos válidos: 4.737.079 votos. No segundo turno, cerca de 25% dos eleitores não compareceram às urnas, abstenção maior que no primeiro turno.

A baiana Luislinda Valois foi a primeira juíza negra do Brasil. Hoje, é desembargadora substituta do Tribunal de Justiça da Bahia. ‘Se pode dizer agora que realmente se está exercitando, aplicando a Constituição Federal do Brasil. Todos nós somos iguais perante à lei, sem qualquer restrição’, disse a juíza.

A presidente da Associação Nacional das Empregadas Domésticas acha importante ter uma mulher no comando da nação. ‘É importante para estar resgatando a auto-estima de outras mulheres e abrindo portas para outras mulheres também’, afirma Creuza Oliveira.
BATV