O custo das eleições brasileiras – primeiro e segundo turno – foi estimado em R$ 490 milhões pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), segundo o ministro Ricardo Lewandowski, presidente do TSE. O orçamento total para a organização do pleito era de R$ 549 milhões.

“No segundo turno, houve um acréscimo de R$ 10,3 milhões que foram pagos com suplementações orçamentárias em 10 Estados”, disse.

Segundo ele, o gasto previsto inicialmente era de R$ 40 milhões, apenas com alimentação de mesários – R$ 20,00 por mesário. Todos estes valores estão dentro dos R$ 490 milhões. “Isso significa que esta eleição custou R$ 3,60 por eleitor. É um custo relativamente barato para termos uma democracia funcionando e com esse grau de eficiência no nosso País”, avaliou.

Para Lewandowski, o TSE chegou ao segundo turno com “índice elevado” de julgamentos sobre registro de candidaturas. “Dos 1,926 mil, já julgamos 85%”, calculou. Quanto aos casos relativos à Lei de ficha limpa foram julgados 2/3 dos recursos, que têm um grau de dificuldade um pouco maior, segundo ele.

Sobre as chuvas que caíram em alguns Estados hoje, o ministro destacou os Estados de Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul. “As últimas notícias dão conta de que houve um ciclone e que a cidade mais afetada foi Pelotas (RS)”, disse. Segundo o ministro, embora as urnas funcionem com baterias (elas têm capacidade para 10 horas sem utilização de energia elétrica), houve problemas com a iluminação. “Mas a eleição ocorreu normalmente.”
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