Apesar de apresentar pendências no projeto e no financiamento, o futuro estádio do Sport Club Corinthians, a ser construído no bairro de Itaquera, na zona leste da capital paulista, foi oficializado hoje (8) como o local da cerimônia de abertura da Copa do Mundo de 2014.

A decisão foi anunciada após reunião do governador Alberto Goldman com o prefeito Gilberto Kassab e o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista.

“Todas as ações fundamentais, o núcleo dos problemas está resolvido. É claro que não estão todos, faltam alguns. Mas, pelo andamento das conversas entre nós e pela boa vontade de todos, temos a convicção de que a questão está resolvida, a abertura será em São Paulo”, disse o governador se referindo ao estádio do Corinthians.

Até o momento, segundo o governador, apenas dois terços dos investimentos necessários para erguer a arena estão viabilizados. O projeto arquitetônico do estádio também não foi apresentando. Apesar disso, o presidente da CBF afirmou ter a convicção de que a abertura será na futura casa corintiana.

“Obviamente que, partindo do pressuposto de que todos cheguem a um bom termo com a área financeira e com a aprovação do projeto, a intenção, a nossa vontade e a certeza absoluta é que a Copa vai ter a abertura em São Paulo”, disse.

Segundo o governador Goldman, o Corinthians enviou ao Comitê Organizador paulista, na última semana, uma carta comunicando a decisão de construir um estádio, com capacidade igual ou maior a 65 mil pessoas, adaptado às normas da Federação Internacional de Futebol (Fifa) para realizar a abertura do mundial. O projeto arquitetônico e o esquema de financiamento serão encaminhados posteriormente para a análise.

“Nós devemos estar recebendo nos próximos dias o projeto no Comitê Organizador [nacional] no Rio de Janeiro, que irá tratar junto com os arquitetos do Corinthians para alguma eventual modificação. Posteriormente, depois do projeto aprovado, virão as garantias financeiras”, disse o presidente da CBF, Ricardo Teixeira.
AgênciaBrasil