A segurança em torno da delegacia de Polícia de Brumado, a 654 km de salvador, foi reforçada depois que agentes civis frustraram uma tentativa de fuga no final da tarde desta terça-feira, 16. Segundo o delegado coordenador, Elvander Miranda, os presos estavam escavando uma das paredes da cela.

Segundo Miranda, equipes farão uma varredura nas celas, após isolar os presos, em busca de objetos que possam ser utilizados como instrumentos de facilitação de fuga. Além de agentes civis, a busca terá apoio de homens da polícia militar e da CIPE Sudoeste, antiga Companhia de Ações Especiais e Gerais (Caesg).

O clima no sistema carcerário está tenso há mais de duas semanas, quando a polícia sufocou um motim e suspendeu as visitas aos presos. Em represália às condições insalubres nas celas, os detentos atearam fogo em colchões e roupas, destruindo parcialmente a estrutura da cadeia.

Mesmo com todas as sete celas consumidas pelo fogo, a carceragem continua abrigando 61 detentos, que aguardam vagas em cadeias da região. As celas foram projetadas para receber, no máximo, 28 pessoas. Com as visitas suspensas, somente a refeição enviada por familiares chega aos presos.

A crise chegou à Câmara de Vereadores, que sediou sessão sobre a urgência de um presídio regional no município e a imediata interdição da carceragem. O pedido nessa ordem já está protocolado na Justiça – que ainda não se manifestou, passados dez dias.

Por estar situado próximo ao Hospital Regional professor “Magalhães Neto” e ao Centro Educacional Municipal “Agamenon Santana” – um dos maiores colégios de Brumado -, além de casas residenciais, o fator risco para a carceragem alcança a escala 8, que varia de 0 a 10 segundo a própria polícia.
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