O TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) decidiu, na manhã desta quinta-feira (18/11), mandar a júri popular os pais de uma jovem de 13 anos que não permitiram que ela recebesse uma transfusão sanguínea, por serem praticantes da religião Testemunhas de Jeová. O médico, religioso e amigo da família, também foi denunciado.

A mãe Ildelir Bonfim de Souza, o pai, Hélio Vitória da Silva, e o médico José Augusto Faleiros Diniz, teriam impedido, por meio de argumentos religiosos, uma transfusão de sangue que poderia salvar a vida da menina. Juliana Bonfim da Silva sofria de anemia falsiforme e morreu em decorrência de complicações no dia 22 de julho de 1993, em um hospital de São Vicente, litoral de São Paulo.

A decisão foi tomada por maioria de votos. Os desembargadores Roberto Midolla, relator do caso, Francisco Bruno e Sérgio Coelho mantiveram a decisão de primeira instância, que em 2006 proferiu a sentença que mandava os três acusados ao Tribunal do Júri. Já os desembargadores Souza Nery e Nuevo Campos votaram a favor da absolvição do casal.

O advogado de defesa, Alberto Zacharias Toron, segundo a Folha, já afirmou que vai recorrer ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) contra a decisão.
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