Os servidores do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e Justiças Federal e Militar da União completam, nesta segunda-feira, 22, cinco dias de greve na Bahia. Na última sexta-feira, 19, a categoria se reuniu em assembleia na sede da Justiça Federal, em Sussuarana, e decidiu continuar com o movimento por tempo indeterminado.

Segundo o coordenador do Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário Federal na Bahia (Sindjufe/BA), Rogério Fagundes, os servidores reivindicam a aprovação do Plano de Cargos e Salários (PCS) e a reprovação do PL 549/09, que congela gastos e investimentos no setor público por dez anos, sem investir em Saúde, Educação, Justiça e sem a realização de concursos públicos. “O governo ainda não negociou com a categoria e continuaremos executando apenas os serviços essenciais, como liberação de mandados de segurança e habeas corpus. Não realizaremos audiências”, afirma.

Nesta terça-feira, 23, os trabalhadores voltam a se reunir em assembleias setoriais no TRT, no Comércio, pela manhã, e na Justiça Federal, em Sussuarana, às 13h. Na oportunidade, a categoria definirá novas atividades de mobilização. Já na próxima quinta-feira, 25, uma comitiva do Sindjufe/BA seguirá para Brasília, onde será realizado um ato nacional com servidores de outros estados em frente ao Superior Tribunal Federal (STF). Além da Bahia, trabalhadores do Mato Grosso, Alagoas, Rio Grande do Sul, Espírito Santo, Amazonas e São Paulo estão em greve.

De acordo com a assessoria de comunicação do TRT na Bahia, os prazos processuais não serão suspensos durante a greve, pois um contingente mínimo de servidores é mantido nas unidades em determinação à Resolução Administrativa 22/2010, publicada no Diário Eletrônico do TRT em julho deste ano, que garante a presença de um percentual de trabalhadores nos postos de trabalho. Ainda segundo a assessoria, os servidores que aderiram à greve terão os auxílios-alimentação e transporte descontados em valores correspondentes aos dias não-trabalhados.

As assessorias de imprensa da Justiça Federal e TRE não foram encontradas para comentar a greve dos trabalhadores.
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