Desde o início da onda de ataques no Rio, no dia 21 de novembro, o Sistema Penitenciário Federal já recebeu 20 presos acusados de envolvimento nas ações, de acordo com o Ministério da Justiça. Todos foram transferidos para a penitenciária de Catanduvas (PR).

Inicialmente, foram disponibilizadas 50 vagas para os presos no Rio, mas o ministério diz que o número que pode aumentar, à critério do governo do Estado.

Além dos presos enviados para Catanduvas, detentos que estavam naquela penitenciária foram encaminhados para a unidade de Porto Velho (RO). Entre os transferidos estão Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, e Elias Pereira da Silva, o Elias Maluco. Eles são acusados de transmitir recados, por meio de advogados, para o início da onda de ataques.

De acordo o ministério, todos os presos suspeitos de envolvimento nos ataques estão no RDD (Regime Disciplinar Diferenciado) –ficam isolados 22 horas por dia sem contato com o exterior. O regime, a princípio, pode se estender por 360 dias, se não exceder um sexto da pena.

BILHETE

Na última semana, o presídio de Catanduvas anunciou a troca de seu comando. A mudança ocorre após um bilhete com planos de ataque às UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) do Rio ter sido apreendido na unidade, em outubro. A direção da unidade nega, no entanto, que haja relação entre os dois episódios.

O delegado da PF Rogério Sales ficará no lugar de Fabiano Bordignon.

No dia 20 de outubro, uma mulher foi presa quando ia fazer uma visita íntima a seu marido. O bilhete, disse a PF na ocasião, deveria ser entregue a o Marcinho VP e outro chefe da facção criminosa Comando Vermelho, Marcos Antônio Pereira Firmino da Silva, o My Thor.
Folha