Questões de segurança pública estão foram discutidas em um congresso em Vitória da Conquista, no sudoeste do estado. O superintendente de assuntos penais da secretaria de justiça foi um dos palestrantes do evento. Ele lembrou que a falta de penitenciárias leva à superlotação carcerária. Para reduzir o número de presos, defendeu a utilização de penas alternativas.

“A gente admite que pessoas que cometeram crimes de menor potencial ofensivo, pequenos delitos, possam estar fora do sistema prisional cumprindo uma pena sim, claro que trazendo para a sociedade consequentemente uma sensação de punição, mas sem necessariamente estar cerceada de liberdade ou enchendo as unidades prisionais”, Isidoro Orge, superintendente de assuntos penais da secretaria de justiça, cidadania e direitos humanos do estado.

Um criminólogo disse que uma nova relação entre a segurança e a forma de punição deve ser pensada. “Eu acho importante começar a pensar que a segurança pública é uma questão bem mais ampla do que o próprio sistema penal”, Ricardo Cappi, criminólogo.

O juiz corregedor do Tribunal de Justiça do estado voltou a lembrar a relação entre o tráfico de drogas e a violência. Mais uma causa da lotação das cadeias.
BATV