A Fifa anunciou nesta quinta-feira, em Zurique, na Suíça os vencedores da corrida para receber as Copas de 2018 e 2022. A candidatura da Rússia vai receber o Mundial daqui a oito anos. Já o Qatar ganhou o direito da organizar a competição seguinte, a primeira no Oriente Médio. O evento que revelou os ganhadores contou com a participação de celebridades do esporte, do ex-presidente americano Bill Clinton e do príncipe William.

– É o esporte que movimenta milhões de pessoas, a emoção das pessoas e traz esperança para a população, principalmente para os jovens. É uma pena que apenas um país pode ser escolhido. O futebol não é uma questão de apenas vencer, mas é uma escola da vida. É preciso saber perder – afirmou o presidente da Fifa, Joseph Blatter.

Com os cofres cheios, Rússia recebe o Mundial de 2018

Favorita nos bastidores para receber a Copa do Mundo de 2018, a Rússia aposta no seu forte poderio econômico para receber a competição. Com a promessa de investir U$ 3,8 bilhões (R$ 6,5 bilhões) em estádios, U$ 2,2 bilhões (R$ 3,8 bilhões) no futebol no país e U$ 11,5 bilhões (R$ 19,8 bilhões) em infraestrutura, a candidatura promete erguer nada menos que 13 arenas e ainda reformar outras três. Os russos ainda usam o argumento de que nunca sediaram uma Copa e, com isso, poderiam abrir novos mercados para o torneio, assim como aconteceu com a África do Sul, neste ano, e com os Estados Unidos, em 1994.

saiba mais
– Nunca recebemos uma Copa do Mundo. Recebê-la aqui seria abrir novas cabeças e corações para o futebol. Seria um capítulo completamente novo para a Copa do Mundo – disse o meia Arshavin, um dos principais nomes do Arsenal, capitão da seleção russa e embaixador da candidatura.

Maior país em território do planeta (17.075.200 km²), a Rússia atravessa a Europa e a Ásia, ligando Ocidente e Oriente. Isso implica também em longas distâncias de uma sede para outra. A organização da candidatura, porém, diz que vai concentrar os jogos na parte leste do país para evitar longas viagens das delegações. Por conta da questão dos transportes, a candidatura é considerada de médio risco na avaliação da Fifa, enquanto as suas concorrentes europeias são mais bem avaliadas nesse sentido.
GloboEsporte