Começou nesta terça-feira (07) a cobrança de pedágio na BR-116 sul, a Rio-Bahia, mesmo com alguns trechos de estrada ainda ruins. São cinco pontos de pedágio, entre Feira de Santana e a divisa com Minas Gerais. Quem precisa usar toda a rodovia tem que preparar o bolso.

A praça de pedágio instalada em um ponto da BR-116, também conhecida como Rio-Bahia, é uma das cinco que entraram em funcionamento nesta terça-feira.

Pelo local passam diariamente 15 mil veículos. O atendimento no primeiro dia foi rápido, com filas pequenas nos dois sentidos da rodovia, mas os motoristas não gostaram da novidade. O trecho do pedágio na BR-116 vai de Feira de Santana até a divisa com o estado de Minas Gerais. As praças de cobrança estão instaladas nas cidades de Rafael Jambeiro, Brejões, Jequié, Planalto e Vitória da Conquista.

A menor tarifa, de R$ 1,40, é para motos; carros de passeio pagam R$ 2,80; caminhões e ônibus, R$ 5,50. A tarifa mais alta é para as carretas: R$ 24,90. “É muito carro porque lá pro Sul de São Paulo é R$ 1,40, R$ 1,20, e aqui começou agora e já começou com um preço bastante alto”, avalia Ernandes Silva, caminhoneiro.

O que tem provocado a indignação dos motoristas não é só o valor da tarifa, mas as obras de melhorias, que para eles não tiveram o resultado esperado.

Quem trafega no local pode contar com atendimento mecânico e socorro médico. Em alguns trechos a pista tem ondulações, falta sinalização e o acostamento é ruim. Os serviços de reparo ainda estão sendo feitos na rodovia.

No trecho próximo a Vitória da Conquista, no sudoeste do estado, os motoristas aprovaram a cobrança do pedágio. “Se as estradas melhorarem e tiver mais segurança com o pedágio, é bom pra gente”, destaca Aurelino Rodrigues, caminhoneiro.

Para quem atravessa a Bahia, como Renan, a viagem vai sair cara. “De São Paulo a Fortaleza são R$ 170 mais ou menos, por cada praça pago R$ 13,90 no trecho da Bahia, em São Paulo é mais barato”, calcula Renan Idelfonso, caminhoneiro.
BATV