A Confederação Nacional de Municípios divulgou pesquisa nesta segunda-feira que aponta que o crack está presente em 98% das cidades pesquisada, mas que em apenas 15% delas existem centros de atenção psicossocial para o tratamento dos usuários.

O levantamento, feito em novembro, abrangeu 71% dos municípios brasileiros. De acordo com a CNM, foi aplicado um questionário preferencialmente aos secretários de Saúde, para saber quais as ações estavam realizando para enfrentar o consumo de crack e outras drogas. Todas as cidades do país foram contatadas, mas 3.950 responderam.

Os 2% de municípios onde o crack ainda não está presente são de populações bem pequenas, como a gaúcha Dilermando de Aguiar (7.000 habitantes) e a catarinense Bom Jesus do Oeste (3.000).

Das cidades que participaram do levantamento, apenas 8,5% têm um programa municipal de combate ao crack, segundo a pesquisa.

Nesse universo de municípios, a maioria promove ações para “mobilizar e orientar” a população. Mas só a metade (166 cidades) diz oferecer tratamento.

DEPOIMENTOS

Durante a aplicação dos questionários, a CNM registrou depoimentos de secretários que afirmaram que o problema com as drogas estava fora de controle em seus municípios.

Em alguns casos, os gestores afirmaram que precisavam comprar seringas para distribuir aos usuários de drogas e evitar o contágio do HIV. Outros apontavam a ocorrência de crimes relacionados ao crack, como furtos e roubos.
Folha