Em assembleia realizada na tarde desta quinta-feira, 16, na sede da Justiça Federal, em Sussuarana, os servidores do judiciário baiano decidiram interromper a paralisação e voltar ao trabalho na próxima segunda-feira, 20. A decisão de suspender a greve acontece há um dia de completarem um mês paralisados.

De acordo com Rogério Fagundes, um dos coordenadores do Sindicato dos Servidores do Judiciário Federal na Bahia (Sindijufe-Ba), os servidores decidiram voltar as atividades mesmo sem terem suas reivindicações atendidas. Segundo Fagundes, a categoria acredita que as reuniões que vem acontecendo em Brasília, entre o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cezar Peluso, e o Ministro do Planejamento, Paulo Bernardo culminem com a assinatura de um acordo entre os dias 21 e 22, quando será votado o orçamento para 2011.

O coordenador informou ainda, que um grupo composto por dez servidores do judiciário baiano, seguirá para Brasília na próxima semana para acompanhar o processo de votação do orçamento. “É importante que estejamos presentes para acompanhar a votação, pois acreditamos na possibilidade de fechamos um acordo favorável ao que estamos pleiteando”, diz Fagundes.

O sindicalista disse ainda que caso este acordo não saia, a categoria retoma a paralisação no início do mês de janeiro. “Estamos dando um voto de confiança ao governo, acreditando que o nosso pedido de inclusão do reajuste salarial no orçamento para 2011, e a rejeição do PLP 549/09 (projeto que congela os salários e investimentos no serviço público durante dez anos e suspende a realização de concursos públicos), seja atendido”, relata.

De acordo com a assessoria de imprensa da Justiça Federal a greve do setor judiciário não prejudicou o andamento da casa. Com mais de 60% do efetivo trabalhando, todas as varas judiciais funcionaram normalmente neste período. Diminuindo apenas, a agilidade no atendimento.
Situação semelhante aconteceu no TRT. Segundo informações publicadas no site do Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região, mesmo com a paralisação, um contingente mínimo de 60% dos servidores, em cada uma das unidades do Tribunal, trabalha durante o movimento grevista.
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