Enquanto não consegue tirar do papel o Sistema Viário Oeste e transformar radicalmente a Baía de Todos os Santos (BTS), o governo está garantindo, pelo menos, uma bela “repaginada” para a área. Esta semana o Ministério do Planejamento aprovou o financiamento de um amplo pacote de melhorias para a região, equivalente a R$ 144 milhões, que contemplam aspectos como segurança, infraestrutura e gestão ambiental da região.

A ponte ligando Salvador à Ilha de Itaparica, principal obra do novo sistema viário, vai sair do papel. A garantia é do governador do Estado, Jaques Wagner. “As equipes de governo têm que se debruçar sobre esses projetos, trabalhar para ver qual deles é o mais interessante”, destacou na última terça-feira, em programa de rádio. Quando sai o edital, que ainda é uma das etapas iniciais do projeto, é uma incógnita. O governador prevê seis meses, “talvez um pouquinho mais”.

A liberação do Prodetur é bem mais simples. A previsão é de que os recursos estejam disponíveis para investimentos no segundo semestre de 2011. Em termos de grandeza monetária, os recursos são menores, mas as melhorias são apontadas como fundamentais e complementares ao Sistema Viário Leste pela Secretaria de Planejamento do Estado. Trata-se de dois projetos diversos, pensados isoladamente há muito tempo, mas que tendem a se encontrar no futuro.

O papel previsto para a ponte vai bem além do estímulo ao turismo. O governo prevê um novo vetor de crescimento para a Região Metropolitana de Salvador, além de encurtar as distâncias entre a capital e o sul do estado.

Para o turismo, a ponte deverá facilitar o acesso a Itaparica. “Trabalhar o acesso à Ilha é muito importante. O ferryboat não ajuda, mas é preciso ter o que mostrar para o turista também”, destaca o secretário de Turismo da Bahia, Antônio Carlos Tramm.

Na linha do ter o que mostrar, estão previstas melhorias estruturais em diversas localidades. Entre as obras previstas, o grande destaque é a Via de Contorno da BTS, que deverá custar o equivalente a R$ 56 milhões. A estrada deverá percorrer a costa da Baía, interligando por rodovias comunidades hoje afastadas.
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