Filhos devem ser informados

Filhos devem ser informados

Fisiologicamente não há nada que comprove um aumento da libido no verão, mas é certo que é justamente na estação mais quente do ano que as pessoas, sobretudo os mais jovens, se entregam com mais frequência ao sexo casual.

Com o aumento do consumo de bebidas alcoólicas e drogas, homens e mulheres se tornam mais vulneráveis às relações, digamos, descompromissadas.

E não apenas a elas, mas também as doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). Não há dados concretos, mas os especialistas afirmam, pelo crescimento da demanda em seus consultórios, que há um aumento dos casos de DSTs no verão.

Resistência – “Nesse período de muitas festas, shows e baladas, as pessoas dormem menos, se alimentam de forma indequada e esses fatores baixam a resistência do sistema imunológico (sistema de defesa do organismo), o que aumenta a possibilidade de infecções”, explica a ginecologista e coordenadora do Serviço de DST do Hospital das Clínicas da Universidade Federal da Bahia (Ufba), Nilma Antas.

E embora a preocupação da maioria seja com a possibilidade de contaminação pelo vírus da Aids e com a gravidez indesejada, há uma série de outras doenças que podem ser transmitidas por via sexual como a herpes, sífilis, clamídia e o HPV.

“Essas são doenças que, embora não sejam tão conhecidas e divulgadas em campanhas e pela própria mídia, são graves e podem trazer uma série de consequências para a saúde. E não podemos esquecer que algumas delas não têm cura”, alerta o urologista Márcio Prado.

A herpes genital e o HPV, por exemplo, estão entre os exemplos. As doenças podem ser controladas, mas ainda não têm cura e a gonorreia, outra DST perigosa, pode causar infertilidade.

De acordo com os médicos, é comum que os jovens procurem o especialista arrependidos. “Eles, às vezes, vêm ao consultório no outro dia ao ocorrido extremamente preocupados por terem transado sem camisinha e, normalmente, isso acontece com pessoas que eles só viram uma vez na vida”, comenta o urologista Márcio Prado.

Segundo a especialista, no entanto, o tempo para manifestação de sintomas é variável. “O período de incubação de um vírus pode variar de 48 horas a meses. A manifestação de sintomas é relativo e, em alguns casos, pode demorar de ocorrer. Não é algo que possa ser detectado de imediato”, esclarece.
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