A oposição criticou a homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva feita pela Petrobras, que batizou de “Lula” a área de Tupi, que tem reservas estimadas em 6,5 bilhões de barris de petróleo e gás recuperáveis. Tupi era o nome provisório da área descoberta. Os campos recebem nomes indígenas ou de espécies da fauna marinha.

O deputado federal Ronaldo Caiado (DEM-GO) disse que a atitude é inconstitucional, por ferir o princípio da impessoalidade. “Mostra que ele [Lula] fecha o governo de maneira deprimente. É um exemplo claro de como o presidente sempre descumpriu a lei, se caracterizou por ridicularizar todas as normas jurídicas.”

Líderes do PSDB na Câmara e no Senado, deputado João Almeida (BA) e senador Álvaro Dias (PR), respectivamente, concordam.

Para Almeida, a proposta é uma afronta à legislação. “Uma das marcas mais fortes do governo Lula foi a transgressão das leis e da Constituição. Agora no final do seu governo ele está utilizando todos os meios possíveis para a autoidolatria. Esta denominação proposta ao campo de Tupi é o último ato que ele pratica”, declarou em entrevista ao blog do partido.

Dias considerou a ideia “absurda”. “Os espertalhões hão de afirmar que Lula é uma espécie do mar. São os manipuladores, os marqueteiros do mal. É preciso mais respeito por parte das autoridades que estão brincando com o Brasil”, reprovou.

Os congressistas da oposição têm como base a Constituição Federal em seu artigo 37, princípio incorporado por leis orgânicas de municípios e constituições estaduais. Diz o texto: “A publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter caráter educativo, informativo ou de orientação social, dela não podendo constar nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos”.
Folha