A Bolsa de Valores Bahia Sergipe e Alagoas (Bovesba) não vê a hora de voltar a operar no mercado de valores mobiliários.

Criada por um decreto imperial em 1851, ela pode vir a ser tornar uma alternativa aos negócios realizados na Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros, a BM&FBovespa, única Bolsa oficialmente autorizada a funcionar no País.

“Temos um interesse enorme de continuar a existir como Bolsa e estamos caminhando para isso”, afirma Walter Fernandez Alvarez Filho, presidente do conselho de administração da Bovesba.

“A operação depende da CVM. Tudo que ela tem nos pedido, estamos encaminhando. Mas o processo de termos uma segunda Bolsa no País demora”, afirma Fernandez, referindo-se à Comissão de Valores Mobiliários, a autarquia que regula as Bolsas e o mercado de valores mobiliários, como ações.

Fernandez prefere não fazer previsões quanto a uma data para voltar a operar. Ele afirma que todo o processo é “muito demorado” e que não há como prever quando receberá autorização da CVM.

A Bovesba operou no mercado de valores até 2000, quando a Bolsa paulista passou a centralizar os negócios das várias Bolsas que existiam no País. Procurada por meio de sua assessoria de imprensa, a BM&FBovespa não quis se pronunciar.

Segundo Fernandez, até a Bovespa ser desmutualizada, a Bolsa da Bahia recebia uma parte da receita obtida sobre as transações com ações de companhias registradas por ela, como Braskem, Ferbasa e Elekeiroz. O processo de desmutualização consiste na transformação dos títulos patrimoniais das corretoras de valores – as antigas sócias das Bolsas – em ações.

Consequentemente, as Bolsas se tornam empresas e as corretoras, acionistas. A Bovespa fez sua desmutualização em 28 de agosto de 2007. Menos de um mês depois foi a vez da BM&F. A fusão entre as duas ocorreu em fevereiro de 2008. “Com a desmutualização, o convênio com a Bovespa acabou e nos tornamos uma Bolsa autônoma.”
IG