Julio César Cardoso*

O país parece não ter jeito mesmo. A eleição de Sarney é o retrocesso senatorial brasileiro. Aliás, o Senado Federal não deveria mais existir. Serve para quê? Para agasalhar velhos políticos, suplentes “biônicos” e outros oportunistas aprendizes políticos?

As poucas exceções que lá existem não têm força suficiente para mudar nada. Enquanto isso, que perspectiva positiva o povo pode esperar do Congresso Nacional, novamente comandado por José Sarney?

As mesmas figuras polutas continuam distribuindo as cartas na mesa. Se não fosse a interferência de Lula no Conselho de Ética do Senado, em 2009, dando um pito no ex-senador Aloizio Mercadante, o longevo oligárquico maranhense, eleito pelo Amapá, certamente estaria hoje com o seu mandato cassado.

E é justamente essa figura controversa de nossa história política, que hoje, mais uma vez, passou a comandar o Senado Federal. Triste país que não sabe recolher os seus féretros ambulantes…

Pois bem, com 70 votos favoráveis, dois em branco, um nulo e oito contra, do senador amapaense Randolfe Rodrigues (PSOL), o peemedebista Sarney, aliado do governo, foi reeleito para presidir o Senado no período 2011/2013, pela quarta vez. Isso mostra que o Brasil continua regredindo, com os mesmos homens públicos.

Essa falta de credibilidade política tem contribuído para muitos jovens se distanciarem da política. Apenas os tiriricas da vida veem no cabide de emprego político a grande oportunidade de melhorar de vida. Pois, ser político no Brasil é uma grande dádiva caída do céu aos oportunistas, que podem desfrutar agora de um salário de R$26.700,00,sem contar os demais penduricalhos remuneratórios.

*Julio César Cardoso – Bacharel em Direito e servidor federal aposentado