Júlio César Cardoso*

O deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP) vai presidir a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, a mais importante da Casa. Uma vergonha e falência de credibilidade da CCJ. O deputado responde a processo no Supremo Tribunal Federal (STF).

Por que não escolher outro nome para preserva a seriedade da Comissão? Como pode demonstrar credibilidade o comportamento da Câmara Federal? Até prova em contrário o deputado é um ficha suja, e ponto final!

Está faltando respeito Cpara com o eleitor brasileiro. Esse compadrio sujo só desmerece a seriedade do Legislativo Federal. É inaceitável que se aprove um nome suspeito de ter praticado ato irregular para presidir a CCJ no universo de parlamentares com folha ilibada.

Tresloucado Congresso Nacional! Parece que perdeu o senso. Funciona tal qual uma biruta ao sabor do vento da imoralidade. Sem respeitar o povo que o elege, parlamentares violam o pacto eleitoral de comportamento segundo as comezinhas regras da ética e da moralidade. Confundem mandato político com poder discricionário ao agirem na contramão dos sagrados interesses do povo ou da nação.

São 513 deputados, constituídos também de políticos honrados e sem mácula ou pendência judicial. Por que logo João Paulo Cunha – réu no rumoroso caso do esquema do mensalão, cujo processo por peculato, lavagem de dinheiro e corrupção passiva corre morosamente no Supremo Tribunal Federal – é indicado para presidir a Comissão mais importante da Câmara?

Os senhores deputados estão de brincadeira com a nação! E depois não querem que a sociedade manifeste o seu repúdio e descrédito com a Casa Legislativa Federal. Lênin – “Onde termina a política começa a trapaça”.
*Júlio César Cardoso – Bacharel em Direito e servidor federal aposentado