As tradicionais baianas de acarajé vão poder atuar normalmente nas praias de Salvador.

A decisão foi confirmada pelo prefeito João Henrique na tarde desta terça-feira, 22, após uma reunião com a titular da Superintendência do Patrimônio da União (SPU), Ana Lucia Vilas Boas, e a presidente da Associação das Baianas de Acarajé, de Mingau, Receptivo e Similares do Estado da Bahia (ABAM), Rita dos Santos.

“As baianas continuarão trabalhando nas praias, e agora de forma licenciada. A SPU veio esclarecer que nunca foi contra a comercialização do acarajé nas praias, e agora estamos mais seguros para ordenarmos a atividade, o que caracteriza mais um passo para o ordenamento da nossa orla”, destacou.

Durante a reunião, a titular da SPU aproveitou para ratificar a declaração que deu na semana passada em que alegou que o ordenamento do comércio ambulante na praia, inclusive a atividade das baianas de acarajé, não estaria entre suas competências. “A SPU não tem que se posicionar sobre a comercialização de produtos nas praias, desde que não tenha estrutura física permanente”, disse Vilas Boas.

No encontro, ficou determinado que a elaboração do documento regulatório será criado de acordo com as necessidades das baianas de acarajé, associando as sugestões da ABAM às normas de comercialização e manipulação de alimentos e de uso do solo do município. “As baianas podem ficar alegres, que a partir de agora elas serão licenciadas”, disse a presidente da ABAM, Rita dos Santos.

Também participaram da reunião o secretario da Secretaria de Serviços Públicos e Prevenção à Violência (Sesp), Oscimar Torres, o presidente da Fundação Gregório de Mattos (FGM), Ipojucã Cabral, e o Procurador Geral do Município, Pedro Guerra.
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