Depois de três dias em greve, os trabalhadores do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) decidiram retornar ao trabalho neste sábado (26). A decisão foi tomada na noite da sexta (25), durante assembleia. Antes dos funcionários voltarem a rotina, a 7ª Vara da Fazenda Pública tinha considerado o manifesto ilegal e implicou uma multa diária de R$ 5 mil para o sindicato da categoria.

Após avaliação dos avanços obtidos nas negociações, um deles foi o aumento de 10% no salário enfermeiros, técnicos de enfermagem, Tarm (Telefonista Auxiliar de Regulação Médica) condutores socorristas e técnicos motociclistas.

De acordo com nota do Sindicato de Médicos da Bahia (Sindmed), divulgada hoje, para os médicos o reajuste foi de 13%. A proposta apresentada prevê ainda que em 120 dias sejam feutas as intervenções necessárias para melhorar as condições de trabalho dos profissionais do Samu.

Outras reivindicações foram os vínculos trabalhistas que serão definidos após concurso público e o reajuste salarial que seguirá o piso salarial dos servidores no Plano de Cargos e Vencimentos dos Servidores da Saúde.

O Ministério Público estadual já havia assegurado, num Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) negociado no dia 21, medidas como a contratação temporária de pessoal e a realização de concurso público pela Secretaria Municipal de Saúde, no prazo máximo de seis meses, com peso igual para a prova escrita e a de títulos.

Ainda segundo a nota, o Samu de Salvador dispõe atualmente de 800 servidores, entre médicos, socorristas e pessoal de apoio. Das 71 ambulâncias da Grande Salvador, apenas 33 (46% do total) estão em operação. O restante está em conserto ou sem condições de rodar.
Correio*