O índice de desmatamento da Amazônia Legal está caindo, o número de queimadas diminuiu e cresceram as áreas de preservação ambiental. Os dados foram apontados em uma pesquisa divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Segundo as informações coletadas, o número de unidades de conservação passou de 157 para 750 entre 1992 e 2011. Ao todo, as áreas somam 750 mil quilômetros quadrados. O desflorestamento da Amazônia chegou ao pico em 2004 com 27 mil quilômetros quadrados, mas caiu chegando a seis mil quilômetros quadrados no ano passado.

A pesquisa intitulada Indicadores de Desenvolvimento Sustentável foi divulgada nesta segunda-feira (18). Técnica do IBGE, Denise Kromenberger afirmou à Folha que os dados devem ser vistos como um conjunto de fatores, sendo que um é reflexo do outro. Para ela, além destes citados, o aumento na fiscalização e controle de crimes ambientais influenciaram na melhoria dos índices de desmatamento.

Foi detectado que os biomas mais preservados são Amazônia (20%) e Pantanal (15%). Em contrapartida, a Mata Atlântica é o mais desmatado com 88% da cobertura original.

Outro dado interessante é que o uso do solo para fins econômicos aumentou. Ainda se tem pouco ganho de produtividade das lavouras e da pecuária, mesmo assim o percentual de terras utilizado pela área agropastoril subiu de 23% para 27% entre 1970 e 2006.

Segundo o ranking do IBGE, as regiões metropolitanas que mias concentram monóxido de carbono são Belo Horizonte, seguida por Rio de Janeiro e São Paulo. Após estas, foram classificadas Salvador, Vitória, Curitiba e Porto Alegre. A técnica ressalta que não dá para fazer comparativo direto com tais regiões e que é “apenas um indicativo”.

As emissões de gases poluentes, em geral, caíram em todas as regiões nos últimos anos. Ainda assim, os índices estão bem acima limites estabelecidos pelo Ibama.
CicloVivo