sindicatoO mês de junho chegou e com ele cresce a movimentação do comércio, pois a preparação para o São João e o inverno fazem com que haja uma demanda grande de consumo da população.

Para atender o crescimento nas vendas, é comum que ocorram contratações temporárias no período e ainda o comércio passe a funcionar em horário especial estabelecido em Acordo Coletivo. Assim, as lojas ficam abertas por um período maior, e o trabalho em alguns finais de semana é comum entre os comerciários nesse período.

 É aqui que o Sindicato dos Comerciários faz uma alerta, pois muitos empregadores abusam do que foi estabelecido em acordo e acabam explorando a mão de obra do trabalhador, colocando sobre os mesmos muitas vezes jornadas excessivas de trabalho, além de não os recompensarem devidamente.

Para que as horas extras não se tornem uma exploração, prática corriqueira nesses períodos, o trabalhador deve ter um controle das horas trabalhadas e exigir do empregador os seus direitos. Quanto a isso, Gilmar Ferraz, presidente do Sindicato, acrescenta que “é preciso que os trabalhadores tenham consciência dos seus direitos e haja como fiscalizador dos mesmos. Qualquer irregularidade por parte da classe patronal tem que ser denunciada. O trabalhador tem que ser o primeiro a dizer não à exploração!”, frisou.

Neste ano o Sindicato conseguiu garantir em acordo uma jornada menor para o trabalhador no período, além disso, no dia de Corpus Christi, 04 de junho, o comércio foi fechado, funcionando apenas os supermercados das 8h às 14h.

Vale lembrar que no período as horas extras trabalhadas serão remuneradas com o acréscimo de 100% sobre o valor da hora normal.

Ainda, nos contratos temporários, os empregadores não ficam livres do recolhimento das suas obrigações como FGTS, previdência social, registro da carteira de trabalho, etc. Assim, todos os trabalhadores que forem contratados, mesmo temporariamente, deverão ter seus direitos assegurados, “com exceção do aviso prévio, pois no ato da admissão ele é informado que será dispensado logo após o período junino.” – explica Gilmar.