trabalhoDe acordo com as informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), sistematizadas pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), referentes ao mês de junho de 2015, a Bahia totalizou um saldo negativo de 9.124 postos de trabalho com carteira assinada. Tal resultado expressa a diferença entre o total de 51.867 admissões e 60.991 desligamentos.

O saldo registrado em junho situou-se em um patamar inferior ao contabilizado em igual período do ano anterior (-2.564 postos) e representa o menor resultado da série para os meses de junho (2005-2015). É, também, inferior a maio de 2015 (-7.580 postos), incluindo as declarações fora do prazo.

Setorialmente, em junho, na Bahia, seis segmentos registraram saldo negativo: Serviços (-4.242 postos), Construção Civil (-4.081 postos), Indústria de Transformação (-409 postos), Comércio (-271 postos), Serviços Industriais de Utilidade Pública – SIUP (-187 postos) e Agropecuária (-4 postos). Administração Pública (+68 postos) e Extrativa Mineral (+2 postos) apresentaram resultados positivos.

No acumulado dos seis primeiros meses de 2015, seis setores registraram saldos negativos: Construção Civil (-19.889 postos), Serviços (-7.555 postos), Comércio (-6.929 postos), Serviços Industriais de Utilidade Pública (-341 postos), Indústria de Transformação (-331 postos) e Extrativa Mineral (-27 postos). Dois setores apresentaram saldos acumulados positivos: Agropecuária, Ext. Vegetal, Caça e Pesca (+7.916 postos) e Administração Pública (+2.673 postos).

Análise regional – A Bahia encerrou 9.124 postos, ocupou a 9ª posição no saldo de postos de trabalho, dentre os estados da Região Nordeste, e a 25ª posição no Brasil em junho de 2015. Na Região Nordeste, o estado com o pior saldo, depois da Bahia, foi Pernambuco (-6.339 postos), Rio Grande do Norte (-2.188 postos), Alagoas (-1.646 postos), Paraíba (-1.487 postos), Piauí (-879 postos) e Sergipe (-149 postos). Dos nove estados da Região Nordeste, apenas o Maranhão (+2.001 postos) e o Ceará (+1.222 postos) totalizaram saldos positivos.

Acumulado do Ano – No acumulado dos seis primeiros meses do ano, a Bahia apresentou um saldo de emprego da ordem de -24.483 postos de trabalho, isso levando em conta a série ajustada, que incorpora as informações declaradas fora do prazo. A Bahia ocupou a 23ª posição no país. Este resultado fez com que o estado ocupasse a sétima posição na geração de empregos no Nordeste. Pernambuco (-68.767 postos) foi o que mais postos eliminou no mercado formal de trabalho nordestino, seguido de Alagoas (-26.829 postos), Paraíba (-13.687 postos), Ceará (-11.392 postos), Rio Grande do Norte (-9.764 postos), Maranhão (-6.791 postos) e Sergipe (-6.176 postos). Dos estados do Nordeste, Piauí foi o único que apresentou um total acumulado positivo nos seis primeiros meses de 2015, com a criação de 97 postos de trabalho com carteira assinada.

Análise RMS e Interior – Analisando os dados referentes aos saldos de empregos distribuídos dentro do estado da Bahia, em junho de 2015, verifica-se que o resultado do emprego foi negativo na RMS e no Interior. De forma mais precisa, no Interior foram fechados 2.698 postos de trabalho, e na Região Metropolitana de Salvador encerrou-se 6.426 postos de trabalho celetista.

Quanto ao saldo de emprego, de janeiro a junho de 2015, o estado encerrou 24.483 postos. Enfatiza-se que a participação do Interior do estado na criação de empregos formais foi positiva, ao passo em que a RMS registrou o encerramento de postos. Enquanto o Interior gerou 2.566 postos, a RMS perdeu 27.049 postos de trabalho com carteira assinada.

Análise Municipal – Em junho de 2015, os municípios com mais de 30.000 habitantes que tiveram os menores saldos de empregos formais foram: Salvador (-5.264 postos), Feira de Santana (-1.223 postos) e Lauro de Freitas (-800 postos). Por outro lado, Casa Nova (+440 postos), Barra do Choça (+329 postos) e Cruz das Almas (+217 postos) destacaram-se na criação de novas oportunidades de trabalho formal na Bahia.

Ascom/SEI