Greve CerbParados há mais de um mês, os empregados da Companhia de Engenharia Hídrica e de Saneamento da Bahia (Cerb), empresa do governo estadual, resolveram apelar à Justiça para resolver o impasse da campanha salarial.

Deram entrada em dissídio coletivo no Tribunal Regional do Trabalho para que o poder judiciário decida sobre o reajuste salarial, tíquete refeição e diárias, uma vez que a proposta da empresa é dar reajuste parcelado, sem repor a inflação, e manter “congelado” o valor dos benefícios.

A greve deve durar pelo menos até a próxima quinta (dia 13), quando haverá nova assembleia em Salvador. Os trabalhadores reclamam da insensibilidade e da truculência do governo, que não dialoga e quer impor uma proposta de acordo coletivo que traz enormes perdas para a categoria.

Com adesão total da categoria, a paralisação entrou nesta terça (11/8) no seu 37º dia e atinge não apenas a construção de sistemas de abastecimento. Estão paradas, também, a perfuração de poços artesianos, construção de sistemas de esgotamento sanitário e diversos serviços de engenharia, entre outros setores. Os reflexos são observados em vários municípios.

A Cerb é a segunda maior empresa de saneamento da Bahia, atrás apenas da Embasa, e conta com cerca de 600 empregados espalhados em vários núcleos do interior. Sua atividade é de grande importância, especialmente na zona rural mais afetada pela seca.
ASCOM SINDAE