altA Pesquisa de Confiança do Empresariado Baiano vem identificando pessimismo considerável da classe empresarial do estado nos últimos meses. O Indicador de Confiança do Empresariado Baiano (ICEB), calculado pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), recuou em julho.

O ICEB marcou -473 pontos neste mês, ante o registro de -469 em junho – recuo de 4 pontos de um mês ao outro. A expectativa geral do empresariado baiano permanece, assim, desde outubro último, na zona de Pessimismo.

A pontuação do ICEB, em julho, indica que a confiança do empresariado baiano atingiu novo recorde negativo – sem sinais de recuperação da confiança, após seis meses seguidos de queda. Avaliando os registros desse Indicador no ano, os meses de maio, junho e julho confinam os três piores.

A queda da confiança neste mês não foi disseminada setorialmente. No caso, os setores de Agropecuária, de Indústria e de Comércio recuaram e o de Serviços apresentou melhora da confiança.

Em julho, Agropecuária, Indústria e Comércio situaram-se na região de Pessimismo dentro da escala de otimismo. O setor de Serviços, apesar da melhora em seu nível de confiança, seguiu na zona de Grande Pessimismo.

A Agropecuária registrou -275 pontos em julho – mantendo-se, entretanto, como o menos pessimista dentre os segmentos. A Indústria, após segundo recuo consecutivo, registrou -472 pontos – nível mais baixo em seu nível de confiança. Apesar de ser o único setor a avançar, Serviços continua o setor mais pessimista em julho – registrando -521 pontos, segundo menor valor desde janeiro. O setor de Comércio registrou -398 pontos em julho, aprofundando, pelo terceiro mês seguido, o nível de pessimismo – assumindo, neste mês, o valor mais negativo no intervalo de janeiro a julho.

No mês de julho, a expectativa referente ao cenário econômico retrocedeu, enquanto a relacionada à performance das empresas melhorou – o que ampliou a distância entre os referidos Indicadores, além de manter a confiança, quanto às variáveis econômicas, a mais pessimista.

O Indicador de julho, para as variáveis econômicas, registrou o menor valor desde janeiro deste ano. Com -531 pontos, decréscimo de 24 pontos em relação ao mês antecedente (-507 pontos), as expectativas quanto ao cenário econômico mantiveram-se na zona de GrandePessimismo no mês. A piora da percepção, nesse recorte, só não ocorreu em um dos quatro setores investigados: o segmento de Indústria.

O Indicador para desempenho das empresas marcou -444 pontos em julho, elevação de 6 pontos frente ao registro do mês anterior (-450 pontos) – permanecendo, portanto, na faixa de Pessimismo. De janeiro para cá, a pontuação, em julho, foi a segunda pior. A melhora da confiança, em relação a este quesito, de um mês a outro, ocorreu em dois dos segmentos analisados: o setor de Serviços e o setor de Comércio, a saber.

Em julho, mais uma vez, todas as variáveis obtiveram avaliações negativas. PIB Nacional, Crédito e Situação Financeira foram as variáveis com as piores expectativas do empresariado baiano. Em contrapartida, apesar de negativos, Câmbio, Juros e Vendas foram aquelas com indicadores de confiança menos pessimistas.

ASCOM – SEI