bujãoO preço do botijão de gás na Bahia subiu até R$ 13 nesta terça-feira (1°). Segundo Sindicato das Revendas de Gás, até o fim da semana todas as revendedoras devem cobrar, em média, 20% a mais no preço do botijão. Isso porque, segundo o sindicato, além do aumento nas refinarias, que começou nesta terça-feira, este mês tem o dissídio coletivo dos funcionários e isso vai ser repassado para o consumidor. O preço final deve variar de R$48 a R$60 por botijão de 13kg.

É mais um aumento no orçamento do baiano, que este ano já viu tarifas e produtos subirem mais que a inflação, estimada em 9% pelos economistas.

Ainda nesta terça, no Vale da Muriçocas, em Salvador, foi possível encontrar o botijão no preço antigo, por cerca de R$ 43.

Já no bairro do Calabar, também na capital baiana, Olga Stela pagou mais caro. De R$47 pra R$ 60 reais. Um aumento de 27%. “O que podemos fazer é cozinhar e congelar, para gastar menos gás para ver se o botijão dura pelo menos 30 dias”, disse Stela.

Além do gás, os baianos já sentiram outros aumentos neste ano. A cesta básica subiu 18,7%, a energia elétrica 23,6% e a gasolina aumentou 11,15%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“Está crítico porque o salário não acompanha tudo isso”, falou o funcionário público Nilton Santos.

O economista Edísio Freire explica que quanto menor a renda, maior o impacto dos aumentos. “Geralmente, na faixa de salário mínimo, tem um impacto bem significativo, porque isso vai refletir percentualmente mais na vida cotidiana deles do que da classe média. Vai tirar um pouco do dinheiro do lazer, de outros gastos mensais como transporte, a própria alimentação, moradia. Então será necessário reordenar esse orçamento doméstico, pra encaixar esse orçamento com novos aumentos”, disse.

Quem tem renda familiar maior que o salário mínimo também corre para economizar. No caso da advogada Taís Dórea, as preocupações são a conta de luz e o gasto com gasolina. Ela traça estratégias no dia-a-dia para se organizar.
“Eu trabalho em três lugares, fora o escritório que eu tenho. Eu procuro organizar para que eu vá sempre para o mesmo local ou locais próximos, e assim eu evito gastar bastante gasolina. Eu já economizei mais ou menos um tanque durante um mês”, relatou Taís.
G1