Em julho de 2015, a produção industrial (de transformação e extrativa mineral) da Bahia, ajustada sazonalmente, cresceu 5,2% frente ao mês imediatamente anterior, segunda taxa positiva consecutiva neste tipo de confronto. Na comparação com igual mês do ano anterior, a indústria baiana assinalou avanço de 0,4%, após também avançar em junho (4,1%).

A variação acumulada no período de janeiro a julho de 2015 alcançou taxa negativa de 7,2%, em comparação ao mesmo período de 2014. O indicador, no acumulado nos últimos 12 meses, mostrou recuo de 4,1% frente ao mesmo período do ano anterior, queda menos intensa que a observada em junho último (-4,7%). As informações foram analisadas pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento (Seplan).

No confronto com igual mês do ano anterior, a indústria apresentou acréscimo de 0,4%, com seis das doze atividades pesquisadas assinalando aumento na produção. O setor de Veículos (44,5%) apresentou o principal impacto positivo no período, impulsionado não só pela maior fabricação de automóveis, mas também pela baixa base de comparação, pois este segmento assinalou declínio de 35,4% em julho de 2014.

Outros resultados positivos no indicador foram observados nos segmentos de Celulose, papel e produtos de papel (9,3%), Produtos químicos (1,9%), Produtos de borracha e material plástico (5,5%) e Couros, artigos para viagem e calçados (2,4%). As contribuições negativas vieram de Produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-4,1%), Metalurgia (-15,0%), Equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-60,0%) e Indústrias extrativas (-10,4%).

No período de janeiro a julho de 2015, comparado com o mesmo período do ano anterior, a taxa da produção industrial baiana registrou decréscimo de 7,2%. Oito dos doze segmentos da Indústria geral influenciaram o resultado no período, com destaque para Produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, que registrou queda de 18,4%. Importante ressaltar, também, os resultados negativos assinalados por Metalurgia (-22,7%), Equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-65,3%), Produtos químicos (-3,7%), Produtos alimentícios (-4,9%), Minerais não-metálicos (-9,2%) e Bebidas (-12,2%). Positivamente, destacaram-se Veículos (33,4%), impulsionado, em grande parte, pela maior fabricação de automóveis. Vale citar, também, os acréscimos assinalados por Celulose, papel e produtos de papel (3,6%) e Couros, artigos para viagem e calçados (3,5%).

No acumulado dos últimos 12 meses, comparada com o mesmo período do ano anterior, a taxa da produção industrial baiana registrou decréscimo de 4,1%. Seis dos doze segmentos da Indústria geral influenciaram o resultado no período, com destaque para Produtos derivados de petróleo e biocombustíveis, que registrou queda de 9,9%. Vale mencionar também os resultados negativos assinalados por Metalurgia (-20,4%), Equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-57,3%), Produtos alimentícios (-2,9%) e Produtos minerais não metálicos (-7,6%). Positivamente, destacaram-se Veículos (19,5%), Produtos químicos (3,6%), Couros, artigos para viagem e calçados (4,0%) e Celulose, papel e produtos de papel (2,8%).

A redução no ritmo da produção industrial nacional, com taxa de -8,9%, na comparação entre julho de 2015 com o mesmo mês do ano anterior, foi acompanhada por dez dos quatorze locais pesquisados, com destaque para os recuos mais acentuados assinalados por Amazonas (-18,2%), Ceará (-13,7%), São Paulo (-12,0%), Paraná (-11,5) e Santa Catarina (-9,8%). Por outro lado, Pará (6,8%), Espírito Santo (3,4%), Mato Grosso (0,7%) e Bahia (0,4%) obtiveram os maiores resultados positivos nesse mês.

No período janeiro a julho de 2015, onze dos quatorze locais pesquisados apontaram taxas negativas. As principais quedas no período foram registradas por Amazonas (-15,2%), Rio Grande do Sul (-9,8%), São Paulo (-8,9%), Ceará (-8,9%), Bahia (-7,2%), Paraná (-7,1%), Minas Gerais (-7,0%) e Santa Catarina (-6,7%); enquanto Espírito Santo (14,9%) e Pará (6,8%) apresentaram os maiores avanços.
Ascom SEI