bancários no santanderO SEEB/VCR realizou, na manhã desta quarta-feira (09), uma manifestação contra demissões no Santander de Vitória da Conquista. A abertura da agência foi prorrogada em 30 minutos, e somente às 11h o banco foi aberto ao público.

A diretoria realizou panfletagem e informou a população sobre o descaso do Santander com seus funcionários. Enquanto bancários no Brasil inteiro vivem a Campanha Salarial 2015 em busca de melhores condições de trabalho, o banco demitiu, nesta semana, dois funcionários sem justa causa.

Um dos trabalhadores demitidos estava contratado há mais de 12 anos e já havia sido afastado por doença ocupacional relacionada ao acúmulo de serviço. Este caso traz à tona, mais uma vez, as péssimas condições a que estão submetidos estes bancários, que são vítimas de assédio moral e metas abusivas, impostas aos trabalhadores sob a ameaça de demissão sumária.

Ao mesmo tempo em que o Sindicato reivindica mais contratações, o Santander enxuga seu quadro de pessoal visando apenas o lucro. Essas demissões comprometem a qualidade dos serviços prestados e sobrecarregam os bancários, que estão cada vez mais adoecidos e têm sua qualidade de vida comprometida.

Só quem ganha com a exploração é o banco. No primeiro semestre de 2015, por exemplo, o banco espanhol obteve um lucro de R$3,308 bilhões, com um crescimento de 15,5% em relação ao mesmo período de 2014. Esses números apontam que enquanto todos os trabalhadores sofrem com os arrochos da crise, o setor bancário continua faturando cada vez mais.

Durante a manifestação, a população reconheceu a necessidade da mobilização da categoria, como afirma Dalva Almeida, cliente do Santander. “Os bancários estão no direito de reivindicar, porque nós vivemos no país onde tudo se aceita. Eu creio essa ação sirva de exemplo para que outras empresas e bancos vejam que não pode demitir assim sem motivo”, destaca.

Para a diretora de Assuntos de Saúde e Qualidade de Vida do Trabalhador do SEEB/VCR, Eneide Lima, essas demissões são inaceitáveis. “O banco, que já tinha um quadro reduzido de funcionários, ganhou a folha da Prefeitura, e desse dia em diante não contratou nenhum funcionário. Não dá para continuar desta forma”, conclui.
Ascom Bancários