chapada“A situação está definida como dramática”, disse, neste sábado (14), o chefe-substituto do Parque Nacional da Chapada Diamantina, na Bahia, César Gonçalves, sobre o incêndio que atinge a região. Este é o segundo grande incêndio registrado no parque em três meses – o último ocorreu em setembro e só foi controlado após uma semana. Na ocasião, pelo menos 9 mil hectares de unidade de conservação foram destruídos.

O secretário de Meio Ambiente da Bahia (Sema), Eugênio Spengler, e o comandante do Corpo de Bombeiros, Francisco Telles, embarcaram na tarde deste sábado (15), para a Chapada Diamantina, com o objetivo de acompanhar de perto a situação dos incêndios florestais.

De acordo com Gonçalves, o número de brigadistas contratados enviados ao local e de voluntários não está sendo suficiente para conter as chamas. Segundo ele, cerca de 60 pessoas atuam nas áreas afetadas.

“O incêndio que atinge o parque está em grandes proporções. O fogo tem várias frentes e vai desde a localidade de Campos de São João, em Palmeiras, até a região próxima ao Barro Branco, na cidade de Lençóis. Não é exagero nenhum dizer que [o incêndio] está fora de controle. A dimensão do fogo é muito grande”, destaca.

O chefe-substituto do Parque Nacional ainda diz que há focos de incêndio também no município de Ibicoara, que surgiram por volta das 12h30 de quinta-feira (12), e nas regiões do Vale do Capão e do Rio Mucugezinho, que fica na divisa entre Lençóis e Palmeiras.

Segundo informou em nota o secretário de Meio Ambiente da Bahia, o trabalho que vem sendo desenvolvido para controlar as chamas ganhou reforços com a contratação de mais duas aeronaves, que já foram enviadas para Lençóis, e a contratação de mais três carros pipas. “Estamos dedicando o maior número de esforços para que possamos debelar os incêndios, o mais rápido possível, pois as queimadas trazem prejuízos, não só ambientais, mas também para a saúde pública e para a economia do Estado”, acrescentou.

Durante a visita à região da Chapada Diamantina, o secretário informou que também fará uma reunião de alinhamento com todos os participantes da operação do Bahia sem Fogo, que envolve brigadistas, bombeiros, peritos, técnicos de fiscalização do Inema e Sema para orientar os próximos passos a serem seguidos.

Focos
Em Ibicoara, o incêndio florestal chegou a ser controlado durante a madrugada de quarta-feira (11) após uma neblina, mas novos focos surgiram na quinta.

“Em Ibicoara o foco é menor, mas também preocupa muito. No Capão, o foco é no Morro Branco e o fogo preocupa pela posição, já que pode se alastrar ainda mais, apesar de ainda ser bem menor que outros lugares. Estamos tendo apoio do governo do estado, do Inema e das prefeituras municipais, além de voluntários e bombeiros, mas esse contigente não dá conta”, afirmou Gonçalves.

Na sexta-feira (13), o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) informou que as equipes que atuavam no combate às chamas na região do Vale do Capão foram divididas para que também pudessem ajudar no Rio Mucugezinho. Na tarde de quinta-feira, o km 340 da BR-242 chegou a ser interditado nos dois sentidos devido a baixa visibilidade provocada pelo incêndio no local.

Combate ao fogo
Além do corpo de bombeiros de Feira de Santana, Vitória da Conquista e Salvador, também ajudam no combate ao fogo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a brigada federal Previfogo Roseli Nuves, as brigadas municipais Bicho do Mato, ACVIB e Radical Chapada, além das brigadas voluntárias Barra de Estiva e Fazenda Igarashi. O governo do estado da Bahia colaborou com um helicóptero e dois aviões de combate ao fogo.
G1