chapada2Brigadas da Bahia e de Pernambuco, além de equipes do Corpo de Bombeiros da Bahia e do Distrito Federal (DF), atuam no combate ao fogo que voltou a consumir áreas de vegetação na Chapada Diamantina. Em entrevista ao G1, na tarde deste domingo (3), o chefe-substituto do Parque Nacional, César Gonçalves, afirmou que, além das regiões de Ibicoara e Mucugê, focos de incêndio ressurgiram no entorno da nascente do Rio Capivara, em Palmeiras, como também na Serra do Veneno, em Lençóis.

Gonçalves ressalta que ainda não há informações precisas sobre a proporção do fogo, mas destaca que a falta de chuva e o clima seco colaboram com a proliferação das chamas. “Em dezembro, choveu apenas 20% em relação à média histórica. Em novembro, apenas 15%”, detalha o cenário local.

O chefe-substituto do Parque Nacional da Chapada Diamantina conta que o fogo que ressurgiu não ameaça atingir casas da região, mas provoca graves danos à “vegetação de cerrado, aos campos rupestres e às áreas de floresta”.

Gonçalves explica que o tempo está nublado na região, mas não é possível confirmar se haverá chuva nos próximos dias. “Já está assim há dias, mas a previsão [de chuvas] não tem se confirmado”, destaca.

Fogo
Focos de incêndio voltaram a atingir áreas de vegetação em cidades na Chapada Diamantina, região turística da Bahia que teve milhares de hectares destruídos pelo fogo nos últimos meses do ano.

Segundo informações da Secretaria Estadual do Meio Ambiente, na tarde de sexta-feira (1º), ressurgiram focos, principalmente, na área que pertence ao município de Ibicoara. Também há registro de focos em Mucugê.

“A área que mais preocupa é Ibicoara porque é onde há uma situação muito insistente do fogo. E hoje [sábado, 2] tomou uma proporção maior”, afirmou o secretário estadual do Meio Ambiente, Eugênio Espengler. Áreas urbanas não foram afetadas pelas chamas, mas é possível ver a fumaça a quilômetros de distância.

Ainda de acordo com o secretário, o combate ao fogo já é feito com o trabalho de brigadistas e bombeiros em terra, além do lançamento de água por meio de aeronaves.

“Podemos dizer que é um velho fogo que voltou a queimar em Ibicoara. São focos relativamente fortes, mas ainda não podemos confirmar a extensão desses focos”, afirmou Tatiana Portela, secretária municipal do Meio Ambiente de Ibicoara.
G1